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RIO DE JANEIRO - A segunda
edição dos Jogos Mundiais da Natureza (JMN), uma combinação
de esportes, educação ambiental e desenvolvimento
sustentável, programados para acontecerem a cada quatro
anos em uma região turística do Sul do Brasil, foi
adiada para o ano que vem. Os JMN estavam previstos
para acontecer em setembro desse ano, mas houve atraso
na captação de recursos, explicou ao Terramérica Edgar
Hubner, secretário-executivo do comitê organizador.
Além do fato de que os novos prefeitos dos 11 municípios
que intervêm nos jogos terem assumido apenas em 1º
de janeiro, falta concretizar contratos de patrocínio,
indispensáveis agora que a iniciativa não conta com
verbas governamentais que impulsionaram a primeira
edição, em 1997.
Os JMN foram criados pelo
governo do Paraná como parte do projeto de desenvolvimento
da Costa Oeste desse Estado, aproveitando a represa
de Itaipu, a maior hidrelétrica do mundo, na fronteira
com o Paraguai e compartilhada pelos dois países.
O lago da represa, formado em 1982, cobre 1350 quilômetros
quadrados. O objetivo é transformar em um importante
pólo turístico os municípios que margeiam o lago,
onde habitam 440 mil pessoas. Os primeiros jogos,
realizados entre 25 de setembro e 5 de outubro de
1997, patrocinados pelo Programa das Nações Unidas
para o Meio Ambiente (Pnuma), compreenderam 13 modalidades
de esportes náuticos, aéreos e terrestres, que devem
repetir-se com algumas alterações.
Travessia, canoagem, vela
e pesca, são exemplos de esportes praticados na água.
Pára-quedismo, vôo em balão, triatlo, ciclismo, escalada,
golfe, arco e flecha e esportes eqüestres completaram
as competições. Cerca de 800 atletas de todos os continentes,
muitos deles campeões olímpicos, mundiais ou nacionais
em suas modalidades, participaram dos jogos inaugurais.
Tudo foi acompanhado de um programa de educação ambiental,
através das escolas locais, que incluiu espetáculos
teatrais e a distribuição de 50 mil manuais.
* O autor é correspondente da IPS
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