RIO DE JANEIRO.- Os seis mil moradores do condomínio Barão de Mauá, de 59 edifícios, a 28 quilômetros de São Paulo, ficaram sabendo que vivem sobre um depósito de lixo que libera 44 substâncias tóxicas voláteis, entre elas o cancerígeno benzeno.
Uma explosão de gases matou uma pessoa, há 16 meses, mas só agora se conheceu a contaminação da área por lixo da Cofap, uma fábrica de autopeças.
Os moradores serão examinados, enquanto as autoridades admitem que podem existir outros casos semelhantes, já que o Brasil carece de leis para regular a disposição de lixo industrial.
LIMA.- A Associação de Artistas Plásticos Guillermo Barone aderiu, no Peru, à campanha contra a instalação de uma fábrica da empresa chilena Luchetti em uma das últimas regiões úmidas do vale de Lima.
A Associação anunciou uma exposição itinerante de paisagens dos Pântanos da Villa, a reserva natural afetada, pintadas por seus associados.
A Luchetti, fabricante de pastas alimentícias, obteve em 1998 uma autorização irregular do município de Chorrillos para construir sua fábrica em zona proibida.
Um vídeo mostrado no ano passado sugere que seus representantes subornaram autoridades do regime de Alberto Fujimori (1990-2000) para impedir a retirada que é judicialmente reclamada pelo Conselho Municipal Metropolitano.
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VENEZUELA: Exportação de peles
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CARACAS.- A Venezuela iniciará este ano a exportação, para a Itália, da pele de chigüire, um grande roedor que habita os rios e cuja carne também tem alta demanda.
Esse projeto, do Ministério do Meio Ambiente, acontece em El Hato El Cedral, importante reserva de espécies silvestres situada nas planícies venzuelanas.
Ali, conseguiu-se criar 22 exemplares do chigüire, conhecido como carpincho ou capivara em outros países da América.
A pele deste animal, criado basicamente por sua carne, não tinha nenhum uso antes do projeto de exportação para a Itália, disseram biólogos de El Hato.
SANTIAGO.- Os casos de alta poluição atmosférica em Santiago do Chile causaram, no ano passado, 520 mortes, 20 mil visitas adicionais às salas de emergências respiratórias dos hospitais e a perda de quase um milhão de dias de trabalho.
Essas são as principais conclusões de um estudo divulgado em agosto por Luis Cifuentes, especialista em questões ambientais da Universidad Católica.
Cifuentes comparou estatísticas sobre mortes, demanda hospitalar e absentismo no trabalho entre dias normais e outros com alto risco de poluição em Santiago, que tem cinco milhões de habitantes.
Os prejuízos quantificados devidos à poluição foram de US$ 500 milhões, incluindo US$ 373 milhões por mortes em dias de alta poluição, US$ 62 milhões por cuidados com a bronquite crônica e US$ 30 milhões por dias de trabalho perdidos.
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