|
|
|
|
ARGENTINA: Investigação sobre queima de resíduos
|
|
BUENOS AIRES.- A Coalizão
Cidadã antiincineração, criada
em 1995 por organizações ambientalistas
da Argentina, pediu ao governo que investigue as empresas
que incineram resíduos perigosos, pois suspeitam
que emitem substâncias cancerígenas.
Deve-se vigiar as empresas para
que o país cumpra os compromissos assumidos
no Convênio Internacional sobre Eliminação
de Dioxinas, disse a coalizão.
As dioxinas são substâncias
liberadas no ar pela queima de resíduos perigosos
e podem provocar o câncer ao serem inaladas.
HAVANA.- A maior lagoa natural
de Cuba continua ameaçada pela poluição,
apesar de um programa de saneamento iniciado há
duas décadas.
A lagoa do Leite, a 461 quilômetros
de Havana, recebe lixo industrial de oficinas ferroviárias,
o que coloca em risco sua abundante fauna e flora.
Situada na costa norte da província
de Ciego de Avila, a lagoa conta com cerca de 90 espécies
de vertebrados terrestres e mais de cem tipos de aves,
entre endêmicas e migratórias, de verão
e de inverno. Também apresenta uma abundante
vegetação de mangues e florestas.
|
|
|
|
PERU: Querem mudar uma cidade
|
|
LIMA.- Um parlamentar peruano
propõe a mudança da cidade mineira Cerro
de Pasco, de 70 mil habitantes, para um lugar menos
poluído e com suficiente provisão de
água.
Em Cerro de Pasco, onde se extrai
prata, "há água apenas durante
90 minutos por dia e o ar e a terra estão poluídos
pelos desperdícios das atividades mineiras",
adverte o autor da iniciativa, Clodomiro Sánchez.
O deputado disse que as escavações
a céu aberto já obrigaram a evacuar
parte da população. "É urgente
levá-la para uma região mais saudável",
afirmou, ao anunciar que apresentará sua proposta
à comissão de Meio Ambiente, Ecologia
e Amazônia do Poder Legislativo.
Cerro de Pasco, 315 quilômetros
a leste de Lima, é uma das cidades mais altas
do mundo, a 4.400 metros acima do nível do
mar. Foi fundada no século XVIII pelos colonizadores
espanhóis para abrigar mineiros indígenas.
|
|
|
|
EQUADOR: Multinacional denunciada
|
|
QUITO.- Grupos ambientalistas
do Equador pediram ao governo da Espanha que cobre
responsabilidade de sua multinacional Repsol-YPF,
sócia de um consórcio que constrói
um novo oleoduto de petróleo do Equador.
A Repsol-YPF contribui para
causar um "prejuízo ecológico irreparável"
ao integrar o consórcio, disseram os ambientalistas.
Um trecho do oleoduto passará
pela reserva Mindo-Nambillo, uma das poucas florestas
primárias de névoa, com 450 espécies
de aves, quase 5% do total mundial, explicaram porta-vozes
do grupo Esquerda Verde. Quarenta e seis espécies
da reserva "estão em perigo de extinção",
alerta o grupo.
|