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Corredores biológicos
O conceito
de corredor biológico implica uma ligação
entre zonas protegidas e áreas com uma biodiversidade
importante, a fim de contrapor-se à fragmentação
dos hábitats. E, na atualidade, são
apresentados como uma nova ferramenta para promover
a conservação da natureza. Uma incursão
em busca de informação sobre esse tipo
de projeto de conservação na Internet
evidencia que o projeto mais comentado atualmente
é o do Corredor
Biológico Mesoamericano, que inclui os
países da América Central e o sul do
México, mas não é o único.
Há projetos
de corredores no Brasil, na região amazônica
e na selva atlântica, na zona andina do Equador
e Peru, também são mencionados como
alternativa na Argentina, e existem alguns projetos
de alcance menos limitado que o mesoamericano na América
Central, e outros nos Estados Unidos. Embora a
maioria seja mencionada na América, também
são considerados como alternativa em outras
regiões, como, por exemplo, no Mar
Negro ou no Butão.
Uma página
web, que explica a natureza do termo "corredor"
utilizado no sentido biológico, alerta que
esta nomenclatura era conhecida desde os anos 30,
embora na década de 60 tenha surgido a proposta
de implantá-los para unir reservas ou outras
zonas com diversidade em espécies.
"Os corredores devem permitir
o aumento em tamanho e aumentar as probabilidades
de sobrevivência das populações
menores" de espécies, adverte esta página
web. Mas, para que sejam eficientes, estes corredores
devem estar bem planejados, acrescenta. O objetivo
fundamental dos corredores biológicos é
a conservação dos ecossistemas. "Os
corredores incluem áreas de excepcional biodiversidade",
explica uma página
web sobre os projetos brasileiros.
No caso da selva ou Mata Atlântica
brasileira, o projeto destaca que os hábitats
que se conseguiu preservar neste ecossistema são
verdadeiras ilhas. O desafio dos corredores "é
restabelecer a ligação". No caso
do Corredor
Biológico Mesoamericano destacou-se a importância
de conservar uma área relativamente pequena
da superfície onde, entretanto, há uma
enorme biodiversidade.
Corredor
Biológico Mesoamericano (em espanhol)
Grupo
Banco Mundial: projeto de corredores ecológicos
no Brasil (em português)
Corredor
Biológico do Golfo de Fonseca (em espanhol)
Corredor
Biológico no Chocó Andino no Equador
(em espanhol)
O
que é um corredor biológico? (em
espanhol)
Corredor
ecológico no Mar Negro (em inglês)
Proposta
de corredor ecológico em Porto Rico (em
inglês)
Para
uma definição de corredor biológico
(em inglês)
Corredores
biológicos no Butão (em inglês)
Conferências e
cúpulas da ONU
As conferências e cúpulas
internacionais convocadas pela Organização
das Nações Unidas (ONU) geram uma grande
mobilização em torno de temas de interesse
mundial. Na agenda há duas convocações
de destaque, uma sobre desenvolvimento sustentável
e outra sobre a sociedade da informação.
Esse tipo de reuniões, que convocam um público
muito diverso, desde ativistas de organizações
não-governamentais (ONGs) até governantes,
tiveram seu apogeu nos anos 90, mas continuam no século
XXI: no final de agosto começa a Cúpula
Mundial sobre Desenvolvimento Sustentável,
em Johannesburgo, e para 2003 foi convocada a Cúpula
Mundial sobre a Sociedade da Informação.
A ONU, que informa sobre alguns
desses encontros em sua página de “conferências
e eventos”, defende a
importância das conferências por sua
capacidade de atrair a atenção para
temas socioeconômicos cruciais, para orientar
políticas nacionais, gerar debates e para a
busca de consenso em torno de temas mundiais, além
de estabelecer metas que os governos se comprometam
a cumprir. As principais críticas a esse tipo
de encontros referem-se ao não-cumprimento
de promessas e à escassez de compromissos.
As conferências têm
seus ritos: são precedidas por um processo
preparatório, que busca o consenso entre os
governos, no qual também participam ativamente
as ONGs; implicam a apresentação de
uma grande quantidade de documentos e uma forte organização
logística para receber milhares de participantes.
Ao terminarem, os governos subscrevem declarações
políticas e planos de ação.
Em 1990, houve uma cúpula
famosa sobre a questão da infância:
presentes 71 chefes de Estado e de governo, um número
sem precedentes. Da Cúpula
da Terra, do Rio de Janeiro, em 1992, participaram
108 governantes e delegações de 170
países. Os resultados desse encontro serão
analisados na Cúpula de Johannesburgo, conhecida
como Rio+10. Uma década depois, o balanço
não é animador, porque muitos dos compromissos
assumidos pelos governos não foram cumpridos.
Porém, há os que
argumentam positivamente: a Cúpula realizada
há dez anos colocou na mesa um conceito que,
desde então, vem permeando os debates sobre
o futuro de nossa sociedade, o do desenvolvimento
sustentável. Na realidade, as dúvidas
maiores giram em torno dos resultados da própria
Cúpula Rio+10, pois o processo preparatório
não atingiu o consenso esperado. Na Internet
pode-se encontrar informação sobre estas
conferências, incluindo
listas das convocações feitas nos
últimos anos e resumos
dos resultados dessas reuniões.
ONU:
conferências e eventos (em espanhol)
Conferências
da ONU: o que se conseguiu? (em espanhol)
Conferências
mundiais 2002-2003 (em espanhol)
Cepal:
sistema de informação sobre cúpulas
e conferências (em espanhol)
Principais
cúpulas e conferências realizadas pelas
Nações Unidas (em espanhol)
Ficha:
Cúpula da Infância (em espanhol)
Ficha:
Cúpula da Terra (em inglês)
Cúpula
Mundial sobre Desenvolvimento Sustentável
(em inglês)
Cúpula Mundial
sobre a Sociedade da Informação
(em inglês)
Isis:
conferências internacionais (em espanhol)
Dengue
A dengue transformou-se nos últimos
anos em um problema de saúde para as regiões
tropicais da América Latina. Mas esta enfermidade,
provocada por quatro tipos de vírus transmitidos
por um mosquito, é conhecida há séculos.
Os vírus, conhecidos como DEN-1, DEN-2, DEN-3
e DEN-4, podem provocar diversas manifestações
da doença ou de sua forma mais grave, a dengue
hemorrágica, que pode ser mortal. A Organização
Pan-Americana de Saúde (OPS) realizou intensa
operação para cooperar com os países
no combate a esta epidemia, que na Internet tem como
centro de operações um site
especialmente dedicado ao tema, onde estão
informações sobre as características
desta enfermidade e sobre sua presença na região.
De acordo com uma relação
histórica sobre a presença da dengue
nas Américas incluída no site da OPS,
esta doença pode ter se manifestado pela primeira
vez em 1635, na Martinica e em Guadalupe. No século
XVIII foram registradas epidemias nos Estados Unidos,
Ásia e África, e posteriormente no Peru.
O ressurgimento da dengue, que nos últimos
anos atingiu países latino-americanos como
Brasil,
Venezuela, Colômbia e mais recentemente El Salvador
e Honduras, está diretamente relacionado com
a proliferação do veículo transmissor
do vírus,
o mosquito Aedes aegypti.
Trata-se de um mosquito que se
move comodamente pelo meio urbano, e sua presença
é fortalecida por fenômenos como o crescimento
das áreas metropolitanas e a deterioração
das condições sanitárias. As
campanhas contra a dengue têm como ponto de
partida o ataque ao vetor, neste caso o Aedes aegypti.
Segundo números da Organização
Mundial da Saúde (OMS), a presença
da dengue cresceu de forma dramática nas últimas
décadas, e agora se trata de uma enfermidade
endêmica em mais de cem países, o que
coloca em risco cerca de 2,5 milhões de pessoas.
Em 2001, houve mais de 609 mil casos comunicados na
região das Américas. A Internet
oferece abundante informação
sobre a dengue, desde sites com perguntas e respostas,
onde são explicados os principais sintomas
e tratamentos da doença, até os que
agrupam
especialistas em saúde dedicados à
combatê-la.
Organização
Pan-Americana de Saúde: página sobre
dengue (em espanhol)
OPS:
história da dengue nas Américas desde
o século XVIII (em inglês)
Organização
Mundial da Saúde: dengue (em inglês)
OMS:
DengueNet (em inglês)
Centros
para Controle e Prevenção de Enfermidades
dos Estados Unidos (CDC): página sobre dengue
(em inglês, versão em espanhol)
Imagem
microscópica: vírus da dengue (em
inglês)
Ministério
da Saúde do Brasil/Vigilância Epidemiológica:
dengue (em português)
Yahoo
Brasil: dengue (em português)
Aspectos
clínicos da dengue (em espanhol)
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