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Mudança climática
A previsão já é
implacável: o planeta Terra enfrenta uma mudança
climática que poderá ter conseqüências
sobre suas formas de vida. Milhares de delegados foram
convocados para uma conferência conhecida como
COP-8. A Oitava
Sessão da Conferência das Partes
(COP-8), da Convenção
Marco das Nações Unidas sobre Mudança
Climática (UNFCCC), foi convocada para
o período entre 23 de outubro e 1º de
novembro, em Nova Délhi, e espera-se que marque
a transição de uma fase de negociações
para uma de cumprimento de acordos.
Cento e oitenta e cinco países
são signatários da Convenção
Marco, que data de 1992. Durante uma década
os governos do mundo realizaram intensas negociações
para definir a estratégia frente à mudança
climática, atribuído a um “efeito
estufa” provocado pelo acúmulo em volta
do planeta dos gases produzidos pela queima de combustíveis
fósseis, como petróleo e carvão.
O principal resultado das negociações
foi o Protocolo
de Kyoto, de 1997. Espera-se que depois da COP-8
fique mais claro o panorama sobre a entrada em vigor
desse instrumento, que propõe alcançar,
para o período 2008-2012, emissões de
gases causadores do efeito estufa 5,2% menores do
que as taxas de 1990.
O Protocolo de Kyoto deve entrar
em vigor depois de ratificado por 55 países,
que incluam nações do mundo industrializado
responsáveis por 55% das emissões registradas
em 1990. No momento de iniciar a COP-8 o documento
havia
sido ratificado por 96 países, mas, entre
todos, o nível de emissões alcançado
é de 37%, abaixo da meta prevista, segundo
informação do secretariado da UNFCCC.
A situação poderia mudar se fossem efetivados
os sinais de apoio ao Protocolo por parte de países
como Rússia e Japão.
Os Estados Unidos, principal
emissor de gases causadores do efeito estufa, não
ratificarão o Protocolo, conforme anunciado
em reiteradas oportunidades pelo presidente George
Bush. As negociações demonstram que
se trata de um assunto sensível, pois a redução
das emissões de gases causa um impacto econômico
ao afetar o consumo de energia. Na mesa de conversações
houve posições antagônicas entre
o mundo industrializado e os países em desenvolvimento.
Por outro lado, setores ambientalistas
asseguram que é urgente chegar a um acordo.
A mudança
do clima é considerada como um fator de
perturbação, com efeitos sobre as condições
atmosféricas, o nível do mar, o regime
de colheitas. A importância desse problema também
fica evidente na Internet, onde há inúmeros
sites para tentar explicar o efeito
estufa e a mudança
climática em geral.
Oitava
Sessão da Conferencia das Partes (inglês)
Secretariado
da Convenção Marco das Nações
Unidas sobre Mudança Climática (inglês)
Texto
da Convenção (inglês)
Links:
cobertura especial da COP-8 (inglês, espanhol,
francês)
Protocolo
de Kyoto (português, espanhol)
Termômetro
do Protocolo: estado de situação
(inglês)
Pnuma: a mudança climática, explicação
em gráficos (inglês)
Terramérica:
a mudança climática (espanhol)
Cambioclimaticoglobal.com
(espanhol)
BBC
Mundo: o efeito estufa (espanhol)
Fórum
Brasileiro de Mudanças Climáticas
(português)
Painel
Intergovernamental de Mudanças Climáticas
da ONU (português)
Centro
de Estudos Integrados sobre Meio Ambiente e Mudanças
Climáticas (português)
ComCiência
- Reportagem: Mudanças Climáticas
(português)
Espécies migratórias
Um raro camelo selvagem da Ásia,
um tubarão branco, três tipos de baleias
e um golfinho de rio formam um novo grupo de espécies
amparadas por uma convenção internacional
que realizou sua sétima Conferência das
Partes (COP7), na cidade alemã de Bonn. A Convenção
sobre Espécies Migratórias (CMS),
cujas partes se reúnem a cada três anos,
estudou em seu último encontro, no final de
setembro, os casos de 37 espécies e, como resultado
dessa avaliação foram estabelecidas
novas diretrizes de proteção.
O encontro
de Bonn também analisou o impacto das turbinas
de energia eólica, dos cabos de transmissão
de energia elétrica e de alguns tipos de atividade
pesqueira sobre as populações de aves
migratórias. A CMS,
patrocinada pelo Programa das Nações
Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma), coloca na lista
de seu Apêndice I aquelas espécies que
requerem uma proteção rígida,
pois sua sobrevivência está em perigo.
No Apêndice II ficam as espécies que
necessitam de acordos intergovernamentais para garantir
a estabilidade de suas populações.
O objetivo
da CMS é conseguir a conservação
das espécies migratórias através
da adoção de medidas para evitar sua
depredação e proteger seu hábitat,
o que, neste caso, costuma envolver mais de um país.
As migrações de animais são freqüentes
em todo o planeta e envolvem uma grande diversidade
de espécies de fauna. No site do Registro
Mundial de Espécies Migratórias,
um centro de informação altamente especializado
sobre o assunto, calcula-se que existam cerca de cinco
mil espécies migratórias.
Os pesquisadores determinaram
que as condições climáticas,
a busca de alimentos ou de lugares adequados para
a construção de ninhos são motivos
importantes para a migração. Mas, esta
conduta tem alguns
mistérios: por que algumas espécies
viajam distâncias tão grandes? Como souberam,
no principio, para onde deveriam dirigir-se? Entre
as espécies migratórias conhecidas há
numerosas baleias, tartarugas, peixes ou aves,
estas, talvez, as mais conhecidas porque seu vôo
realizado a cada ano é mais claramente visível.
Atualmente, os pesquisadores recorrem a modernas tecnologias,
como instalação de transmissores ou
mesmo acompanhamento
com satélite, para descobrir mais sobre
a natureza das migrações.
Convenção
sobre Espécies Migratórias (inglês
e outros)
Introdução
à Convenção (espanhol)
Texto da Convenção sobre Espécies
Migratórias (espanhol)
Pnuma:
Resultados da conferência (inglês)
Links:
cobertura especializada da COP 7 (inglês)
O
fenômeno da migração das aves
(espanhol)
Os
mistérios da migração (espanhol)
Registro
Mundial de Espécies Migratórias
(inglês)
Acompanhamento
por satélite (inglês)
Espécies ameaçadas
No planeta Terra existem 11.167
espécies de animais e vegetais em risco de
extinção, alerta a nova edição
da Lista Vermelha publicada pela União Mundial
para a Natureza (UICN), considerada uma ferramenta
fundamental para observar o estado da diversidade
biológica. A Lista
Vermelha das Espécies Ameaçadas 2002
inclui 121 entradas a mais do que em sua edição
de 2000.
"Muitas espécies
estão diminuindo a níveis populacionais
críticos", destaca a entidade num dos
comunicados que acompanham o dossiê
de informação sobre a lista. Também
recorda que "a perda da diversidade biológica
é uma das crises mais urgentes do mundo, e
a preocupação sobre o estado dos recursos
biológicos dos quais depende significativamente
a vida humana está aumentando". As espécies
contidas na Lista Vermelha estão classificadas
segundo seu nível de risco: em perigo crítico,
em perigo, ou vulnerável.
A UICN considera que o risco
de extinção total é de mil a
dez mil vezes maior do que seria naturalmente, sem
a intervenção da civilização
humana. Destruição de hábitat,
superexploração de recursos, contaminação,
tráfico ilegal, degradação dos
ecossistemas e fenômenos provocados, como a
mudança do clima, são fatores que contribuem
para a extinção das espécies.
As ameaças à biodiversidade,
entendida como a variedade de plantas, animais e microorganismos
que habitam o planeta, são fonte de preocupação
para a comunidade internacional, o que se reflete
na grande
quantidade de informação sobre o
assunto disponível na Internet.
Essa preocupação
também gera acordos entre governos. Um dos
mais relevantes é o Convênio
sobre a Diversidade Biológica, firmado
em 1992. No link Secretaria deste site, informa-se
que no planeta haveria 13 milhões de espécies
identificadas. Mas estima-se que possam existir muitas
mais. A Fundação
All Species realiza um projeto que busca identificar
todas no prazo de 25 anos. E em seu site pode-se pesquisar
mais de 800 mil espécies.
Outra iniciativa que aborda a
proteção das espécies é
o da Convenção sobre o Comércio
Internacional de Espécies Ameaçadas
de Fauna e Flora Silvestres, conhecida como CITES,
que busca controlar o tráfico ilegal de animais
e de plantas protegidas.
UICN:
Lista Vermelha de Espécies Ameaçadas
(inglês)
Dossiê:
A Lista Vermelha 2002 (espanhol, inglês,
francês)
UICN:
Comissão para a Sobrevivência das Espécies
(inglês)
CITES
(espanhol)
Instituto
dos Recursos Mundiais (inglês, espanhol)
Terramérica:
A biodiversidade (espanhol)
Fundação
All Species (inglês)
Pnuma:
Secretaria do Convênio sobre a Diversidade Biológica
Yahoo!
em espanhol: sites sobre espécies em perigo
Links
da Internet: espécies ameaçadas
(inglês)
BDT
- Base de Dados Tropical (português)
WWF-Brasil
- espécies ameaçadas (português)
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