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O lixo se espalha a céu aberto

Por Nohelia González*

Um cheiro nauseabundo, nuvens de fumaça negra e tóxicos como o gás metano emanam de centenas de lixões nas capitais centro-americanas. Este problema ambiental é agravado pela falta de recursos e de planos oficiais.

MANÁGUA.- Milhares de toneladas de lixo acumulam-se diariamente em lixões ao ar livre, formando gigantescos focos de contaminação nas capitais de países da América Central e representando um dos maiores desafios para os governos. Tão persistente quanto o problema do lixo é a falta de recursos econômicos e de planejamento oficial para um tratamento adequado dos resíduos, segundo autoridades e ambientalistas consultados pelo Terramérica.

Um grande barranco quase no centro da Cidade da Guatemala - a apenas 1.500 passos da sede do governo - recebe diariamente cerca de 2.500 toneladas de lixo, submetidos depois a uma reciclagem artesanal por milhares de catadores. “Trata-se de lixão a céu aberto”, admitiu o chefe do Departamento de Controle Ambiental da prefeitura, Nery Pazzetti, que lembrou o fracasso de vários projetos para construir um aterro sanitário fora da capital. O lixo não é tratado, apenas coberto com terra, o que permite que muitos tóxicos escorram por vertentes naturais do barranco e dali para um rio próximo, reconheceu Pazzetti.

Por outro lado, destacou o grande avanço com a aprovação, no ano passado, de uma lei que obriga a incinerar lixo hospitalar e perigoso, tarefa controlada pelo Ministério da Saúde e executada por uma empresa privada. Os moradores da capital guatemalteca suportam odores nauseabundos de nuvens de fumaça negra e tóxicos como o gás metano, além de pragas de ratos e insetos que tomam conta de bairros vizinhos, admitiu o funcionário. O departamento de limpeza da capital investe US$ 5,9 milhões por ano nesse serviço.

Em San José, capital da Costa Rica, o lixão de Río Azul, que segundo os ambientalista esgotou sua vida útil há uma década, recebe até 1.500 toneladas de lixo por dia, e apenas 10% desse total é reciclável. As autoridades costarriquenhas anunciam medidas para a recuperação desse lixão, como controle de gases e fauna nociva.

Em Manágua, mil toneladas diárias de lixo são depositadas em La Chureca, o lixão municipal da capital nicaragüense há 35 anos. Edgardo Cuyarezma, diretor-geral de Meio Ambiente da prefeitura da Manágua, explicou que tratar uma tonelada custa cerca de US$ 17,00, uma quantia “impagável” para a municipalidade.

Os dejetos que chegam a La Chureca são triturados sem classificação e, às vezes, recebem terra por cima para evitar as explosões provocadas pelo gás metano que emana do lixo. A prefeitura gasta US$ 5,8 milhões por ano para a coleta, e tenta junto ao Banco Interamericano de Desenvolvimento e ao Ministério da Saúde uma saída para o problema. Em Manágua existem 70 lixões ilegais, apesar de as autoridades terem erradicado outros 120.

O chefe da Unidade de Dejetos Sólidos da prefeitura de Tegucipalga, Walter Maldonado, garante que a capital de Honduras jamais teve um plano sustentado de tratamento de lixo. No entanto, em janeiro de 2002 teve início um programa intenso de coleta em bairros periféricos de Tegucigalpa. Como resultado, de 420 toneladas recolhidas em 2001 nessas áreas, passou-se para 650 toneladas, no ano passado. Segundo Maldonado, no próximo ano será instalado um aterro sanitário na cidade, que conta com apenas um lixão controlado, há 30 anos, além de outros 25 em zonas periféricas.

A prefeitura chama de “lixão controlado” aquele onde o lixo chega, é classificado de alguma forma e, depois de triturado, recebe terra por cima. Porém, os aterros sanitários de lixo domiciliar requerem uma infra-estrutura que assegure a impermeabilização do solo, a circulação de líquidos da decomposição do lixo orgânico até tanques de tratamento, e a coleta de gases como o metano, que pode, inclusive, ser aproveitado como fonte de energia.

Álvaro Cálix, do grupo ambientalista Ar Puro, qualificou de “bomba de tempo” o lixão de Tegucigalpa, pois ali são queimados resíduos tóxicos.

* Com colaboração de Thelma Mejía (Honduras) e Jorge Alberto Grochembake (Guatemala).


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Lixão a céu aberto em Manágua. Crédito: Mauricio Ramos

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Municipalidade de San José

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