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Emergência humanitária

A guerra no Iraque provoca uma emergência humanitária que afeta 27 milhões de pessoas. O conflito tem evidentes repercussões sobre uma população civil assediada por problemas de saúde, alimentação, água ou abrigo, quando não é atingida por bombas ou balas. Essa crise humanitária gera uma mobilização internacional em busca de apoio e recursos para lançar operações que permitam aliviar seus efeitos.

A Organização das Nações Unidas (ONU) já advertiu, ao iniciar uma ofensiva em favor da população civil iraquiana, que serão necessários, pelo menos, US$ 2,2 bilhões para amenizar a emergência. Dessa quantia, cerca de US$ 1,3 bilhões seriam destinados a uma gigantesca operação de fornecimento de víveres encabeçada pelo Programa Mundial de Alimentos (PMA, ou WFP na sigla em inglês). Em sua página web sobre a guerra no Iraque o PMA alerta: “Esta pode converter-se na maior operação humanitária da história”.

O alarme gerado pelas dimensões que pode alcançar a emergência humanitária tem seqüelas visíveis na Internet, onde agências especializadas da ONU, organizações internacionais e uma verdadeira avalanche de informações jornalísticas abordam o tema e dão detalhes sobre suas características e alcance. O site do Centro de Informação Humanitária sobre o Iraque recopila parte desta informação, enquanto no diretório do Yahoo! é possível encontrar uma seção especial com links para páginas de organizações dedicadas ao assunto.

O escritório do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (Acnur) tem uma operação especial em países vizinhos, à espera de cerca de 600 mil pessoas que podem deixar o Iraque por causa desta guerra. Por sua vez, o Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) também lançou um alerta ao mundo: “As crianças do Iraque são atingidas pela guerra pela terceira vez em 20 anos”. Quase a metade dos habitantes desse país tem menos de 20 anos, e serão necessários pelo menos US$ 166 milhões para poder oferecer-lhes ajuda.

O Unicef informa em sua página sobre o Iraque que tem 200 pessoas trabalhando nesse país em guerra. A Organização Mundial da Saúde (OMS) também tem uma seção especial sobre o Iraque na qual anuncia que são necessários recursos superiores a US$ 300 milhões para enfrentar as conseqüências da guerra para a saúde das pessoas.

Na Internet também é possível encontrar informação da Cruz Vermelha Internacional, que também adverte sobre a necessidade de respeitar os acordos internacionais no tratamento de prisioneiros de guerra, e da Human Rights Watch, que expressa sua preocupação pelas violações dos direitos humanos como conseqüência do conflito bélico.

ONU: Iraque (inglês, francês, árabe)
Programa Mundial de Alimentos: crise no Iraque (inglês)
Acnur: Emergência no Iraque (inglês)
Acnur: página em espanhol sobre o Iraque
Unicef: Iraque (inglês)
OMS: a situação no Iraque (inglês, espanhol, francês)
Iraque: Centro de Informação Humanitária (inglês)
Comitê Internacional da Cruz Vermelha: Guerra no Iraque (espanhol)
Human Rights Watch: Iraque (inglês)
Yahoo!: Iraque: Ajuda humanitária (diretório de sites)
O trabalho do UNICEF no Iraque (português)
Anistia Internacional: As Pessoas em Primeiro Lugar (português)

 

Os maias

A civilização maia iluminou por mais de três mil anos grande parte da atual Mesoamérica, que ainda é habitada por seus descendentes. Os vestígios, as conquistas e os mistérios que deixaram como legado também podem ser explorados via Internet. Uma grande quantidade de sites em diversos idiomas dedica-se a explorar esta civilização e seus incríveis rastros. A categoria de Cultura Maia no buscador do Yahoo! tem cerca de 60 sugestões de sites, incluindo alguns projetos de arqueologia oferecidos aos interessados em participar de suas escavações.

“Da esplêndida paisagem surgiu uma civilização altamente desenvolvida que floresceu enquanto a Europa se encontrava submersa no obscurantismo”, lembra o portal do Mundo Maya. No site Uma Luz nas Selvas da Mesoamérica afirma-se que “a base do pensamento maia concretizou-se em harmonia: criatividade e receptividade, céu e terra, vida e morte, dia e noite, masculino e feminino, bem e mal”.

Os maias tiveram um desenvolvimento da arquitetura que lhes permitiu construir grandes edificações como parte de cidades no meio da selva. As construções sobreviveram através de três séculos e inclusive milênios, e atualmente são fonte constante de admiração.

Os arqueólogos também descobriram a capacidade matemática dos maias, um calendário de grande precisão, detalhes sobre sua organização política em cidades-Estado e detalhes de sua vida cotidiana, incluindo os jogos. Algumas dessas descobertas são explicadas no site Coelho na Lua, em inglês. Ainda não se sabe tudo sobre os maias, grande parte de seu legado foi destruída depois da chegada dos europeus ao novo mundo.

Sua história está cercada de mistérios. Por que os povos que habitavam essa região mesoamericana conseguiram esse desenvolvimento? O que causou o fim de uma civilização tão desenvolvida? Essa civilização inclui o extremo sudeste do México, os territórios da Guatemala e Belize e o ocidente de Honduras e El Salvador. Nessas regiões ainda vivem cerca de 4,5 mil descendentes dos maias, que falam línguas herdadas do passado. E se trata de uma região que recebe legiões de turistas. A maioria interessada em explorar o legado dos maias.

Portal do Mundo Maya (espanhol)
Portal Coelho na Lua: hieróglifos, calendário, cultura, jogos, links, arquitetura, idiomas dos maias (inglês)
Arquitetura maia (espanhol, inglês, francês)
Os maias, uma luz nas selvas da Mesoamérica (espanhol)
O calendário maia (espanhol e inglês)
História dos maias (espanhol)
Ruínas maias: fotos e textos (inglês)
Cidades dos antigos maias (inglês)
elmundomaya.com: portal turístico (espanhol)
Yahoo!: Cultura maia (inglês)
Maias, incas e astecas – As civilizações pré-colombianas (português)
HistoriaNet: Maias, Astecas e Incas (português)


Iraque

O território do Iraque é palco de uma guerra anunciada durante meses. As bombas ressoam uma vez mais em um país do Oriente Médio, que tem uma história tão antiga quanto a própria humanidade. Na Internet é possível encontrar toda a informação necessária para conhecer as características desse país de 437 mil quilômetros quadrados que faz limite com Kuwait, Irã, Turquia, Síria, Arábia Saudita e Jordânia.

“Os iraquianos são, em sua maioria, árabes. No norte do país há uma importante minoria curda (20%)”, descreve o capítulo dedicado a esse país no Guia do Mundo. Neste site também consta o nome oficial desse nação, que é Al-Jumhouriya al-Iraqiya. A história começou a ser escrita nesse território, há milênios. Cerca de quatro mil anos antes de Cristo, os sumérios habitaram esse lugar, e ali também floresceram babilônios e assírios. No centro do Iraque está a famosa região da Mesopotâmia, entre os rios Tigre e Eufrates.

A história moderna do Iraque começou depois da I Guerra Mundial, quando esse país foi praticamente construído pelas potências vencedoras. Nesse momento foi concebido como um reino, sob tutela britânica. Em 1958, uma revolta destronou a monarquia e, em 1968, acontece o movimento que levou ao poder o atual partido governante, o Baath. Saddam Hussein foi eleito presidente em 1979.

Um site da Agência Central de Inteligência dos Estados Unidos (CIA) lembra que o clima é “principalmente desértico”, com inverno fresco e verão seco, caloroso e claro. Também afirma que conta com recursos como petróleo e gás natural e que sua localização é estratégica. O Iraque protagonizou uma longa guerra contra o Irã na década de 80 e já foi cenário de outro conflito, que teve como principal oponente os Estados Unidos, a Guerra do Golfo de 1991.

A busca de informação na Internet pode começar pela Organização das Nações Unidas (ONU), onde além de informações sobre o país há detalhes das resoluções desse organismo sobre esse país e das inspeções em busca de armas. A Internet também é útil para entender a geografia do Iraque, a posição do governo desse país apresentada na ONU, os detalhes do conflito recém-iniciado. E, naturalmente, é uma das principais fontes de informações sobre esta guerra.


ONU/CINU: a questão do Iraque (em espanhol)
Missão do Iraque na ONU (em inglês)
Guia do Mundo: Iraque (em espanhol)
Aproximação histórica (em espanhol)
BBC: radiografia do Iraque (em espanhol)
O Tempo: Iraque: História (em espanhol)
Atlas: Iraque (em espanhol)
Inter Press Service: objetivo Iraque (em espanhol)
Livro de dados da CIA: Iraque (em inglês)
Conecte-se: partes de guerra (em português)
Países árabes: Iraque (em português)
GeoVol: Iraque (em português)
Bandeiras e hinos dos países do mundo (em português)
Portal Brasil: Iraque (em português)

Minas antipessoais

As minas terrestres antipessoais são artefatos mortais que estão à espreita de suas vítimas, protegidas pela invisibilidade. A cada ano milhares de inocentes são vítimas destas “armas convencionais” cuja capacidade letal não diminui com o fim das guerras. E, embora haja uma forte campanha internacional para eliminá-las, o problema persiste. Na Internet há um grande número de fontes de informação sobre essas minas e seus efeitos.

Um dos sites, o especial da Organização das Nações Unidas para a Infância (Unicef), The Silent Shout (grito silencioso) explica em números a natureza do problema: em 68 países do mundo há 115 milhões dessas armas semeadas na terra. Uma vez colocadas, podem estar ativas por décadas. Segundo esses dados, cerca de cem milhões de minas poderiam estar armazenadas e 2,5 milhões são colocadas a cada ano.

A colocação de minas inutiliza a terra e dificulta os processos de pacificação. Além disso, causam mortes ou ferimentos em cerca de duas mil pessoas por mês. Destas, de 30% a 40% são crianças. O Unicef estima que haja uma mina para cada 12 crianças no mundo. Uma mina pode ser fabricada por US$ 3, dizem nesse site do Unicef, e para eliminá-la devem ser investidos US$ 1 mil.

“Basicamente, uma mina é uma peça oca com carga em seu interior e um dispositivo de disparo. De forma heterodoxa, poderia ser definida como uma caixa que contém explosivo e explode sob a pressão de determinado peso”, lembra o site Inimigos Invisíveis, Campos da Morte” que explica as características desse artefato.

O problema das minas é grande, e isso levou à assinatura de uma Convenção sobre a Proibição, Armazenamento, Produção e Transferência de Minas Antipessoais e sobre sua Destruição, que segundo informação disponível na Internet tinha, até janeiro de 2002, 146 signatários e 31 ratificações. Este documento compromete seus Estados-membros a não usar minas antipessoais e eliminar ou garantir a eliminação de todas as existentes.

“Os Estados que já adotaram esta Convenção têm duas datas para respeitar: no mais tardar no final de 2003, a maioria dos Estados têm de ter destruído todas suas reservas de minas antipessoais, e, no mais tardar no final de 2009, devem ter limpado as zonas minadas de seus territórios, recorda o site Cruz Vermelha Internacional. A principal fonte de informação sobre a crise humanitária provocada pela colocação indiscriminada de minas antipessoais é o site da Campanha Internacional para a Proibição das Minas.

Campanha Internacional para a Proibição das Minas (inglês e outros idiomas)
Tratado para a Proibição das Minas Antipessoais (vários idiomas, links)
Ratificação do Tratado
Comitê Internacional da Cruz Vermelha (espanhol)
Conselho Mundial de Igrejas: a campanha contra as minas (espanhol)
Unicef: The Silent Shout (inglês)
Unicef: minas antipessoais (espanhol)
Minas antipessoais na Nicarágua (espanhol)
Minas fatais: o inimigo invisível (espanhol)
Inimigos invisíveis, campos da morte: as minas antipessoais (espanhol)
As Minas Terrestres (português)

A seca

Quando mencionamos a palavra seca evocamos de imediato sua causa principal: trata-se de falta de água. E as conseqüências desta manifestação da natureza podem ser devastadoras para as áreas ambiental, econômica e social. “A seca é uma das causas fundamentais de desastres em nível mundial”, alerta o site “Visão da seca na Mesoamérica e no Caribe espanhol”, onde também comentam que durante os últimos 30 anos foi registrado aumento da freqüência e intensidade deste fenômeno na região caribenha. A detecção e alerta com antecedência da seca é uma prioridade, afirmam os sites.

A seca “se origina da deficiência na precipitação sobre um período longo”, afirmam no site “Bases para o planejamento de uma seca”. E afirmam que pode-se entender como “uma propriedade normal e comum do clima”, cujo impacto provém da inter-relação entre o evento natural e a demanda no fornecimento de água. No site da Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos (NOAA) é explicado que a seca pode ser qualificada de quatro maneiras: meteorológica, quando a precipitação é inferior ao normal para um lugar específico; agrícola, quando a umidade dos solos não atende as necessidades para se obter um cultivo; hidráulica, quando as reservas superficiais e subterrâneas estão abaixo do normal, e socioeconômicas, quando a escassez de água afeta as pessoas.

“Historicamente, a seca pode ser considerada como acontecimento natural de enorme importância, já que por sua causa populações são dizimadas pela fome, ocorrem movimentos migratórios em massa e acontecem gravíssimas crises econômicas, sociais e políticas”, lembra um site sobre as secas na Espanha. As secas também podem ser originadas por fenômenos climáticos especiais, com acontece com o El Niño, ao qual se atribui a responsabilidade na escassez de chuva em várias partes do mundo.

A importância das secas repercute no ciberespaço, onde é possível encontrar vasta informação. A Organização das Nações Unidas para a Agricultura e a Alimentação (FAO) tem uma seção especial sobre o tema, há sites encarregados de entregar dados sobre manifestações deste fenômenos e também é possível obter informação sobre uma das conseqüências das secas persistentes, o surgimento dos desertos.

FAO: desertificação, seca e suas conseqüências (inglês)
Visão da seca na Mesoamérica e no Caribe (espanhol)
Bases para o planejamento frente a uma seca, México (espanhol)
Vigilância da seca nos Estados Unidos (inglês)
Centro de Informação sobre a seca nos Estados Unidos (inglês)
Centro de Investigações sobre a seca em Chihuahua (espanhol)
Projeto de alerta para a seca na Argentina (espanhol)
Efeitos sociais e econômicos das secas na Espanha (espanhol)
Conecte-se: El Niño (espanhol)
Conecte-se: desertos (espanhol)
Departamento Nacional de Obras Contra as Secas - A seca (português)
Canal Kids - Água no Planeta (português)
O Brasil da Seca (português)
Ministério do Meio Ambiente do Brasil - Seca (português)
Seca, Mitos, Histórias, Fantasias e Mesmice (português)
Seca Pobreza Urbanização (português)


Pragas da banana

A banana é uma fruta crucial para a humanidade. Mas a produção deste alimento essencial para centenas de milhões de pessoas enfrenta o perigo das pragas, especialmente da sigatoka negra e do mal-do-Panamá.

Estas pragas poderiam afetar sensivelmente a capacidade de produção de algumas variedades de alto consumo no mundo se não se conseguir uma forma de deter seu avanço. Os pesquisadores indagam como a manipulação genética, o controle biológico dessas pragas ou os cruzamentos podem produzir híbridos resistentes.

Em que consistem essas pragas? Na Internet há abundante informação sobre este assunto. Trata-se do futuro da banana. “Não consumo banana regularmente, o que não me impede de reconhecer que 500 milhões de pessoas dependem desse fruto - especialmente na África e Ásia - como sua principal fonte de proteínas. Em nível comercial, a banana é a fruta mais popular e consumida no mundo todo”, lembra o site Banana Split. Ali também se faz notar que as duas principais ameaças são o mal-do-Panamá, produzido pelo fungo Fusarium oxysporum, que ataca o sistema vascular da planta, e a sigatoka negra, causada pelo fungo mycosphaerella fijiensis.

A sigatoka negra, a doença da mancha da folha, “causa uma redução significativa na área de fotosíntese da folha, perda no rendimento de até 50% e amadurecimento prematuro, um defeito muito sério em uma fruta de exportação”, dizem no site A enfermidade mais importante do fruto mais importante. Na página sobre o mal-do-Panamá explicam que essa enfermidade “é muito prejudicial nas plantações de banana no mundo devido às enormes perdas que provoca, especialmente na região altamente produtora da América Central.

“Os sintomas começam com um amarelado anormal nas folhas mais velhas, iniciando pelas bordas. Aos poucos as folhas se dobram na base dos pecíolos e secam, ficando penduradas nas árvores. O mesmo ocorre com as folhas jovens, até chegar ao estandarte, que permanece verde por mais tempo, até adquirir, também, uma cor amarelada e secar. Com isso a planta morre”, afirma-se neste site.

Para mais informações, entre nos sites indicados abaixo.

Sigatoka: a enfermidade mais importante do fruto mais importante (espanhol)
Sigatoka negra: um ameaça ao cultivo da banana (português)
Mal-do-Panamá (espanhol)
Banana split: os perigos (espanhol)
Pragas da banana (espanhol)
Controle biológico de pragas em banana (espanhol)
"Os transgênicos não salvarão a banana" (espanhol)
Bananas e plátanos (espanhol)
Rede Internacional para a Melhoria da Banana e do Plátano (espanhol e inglês)
BBC: a banana do futuro (espanhol)
Instituto Agronômico: uma bananeira que dispensa pulverização (português)
Instituto Agronômico: Variedade de banana resistente a pragas (português)
Agrobyte: Banana (português)
Ceplac: Banana (português)

 

Partes de guerra

Os tambores de guerra soaram com força nos últimos meses, e ecoaram em todo o mundo. Embora ainda não haja um conflito declarado, a tensão bélica é evidente e provoca uma avalanche de informação disponível na Internet.

O cenário desta guerra seria o Golfo Pérsico. E os principais protagonistas do clima de discórdia são Estados Unidos, que anunciam planos de ataque em represália pelo não-cumprimento de acordos internacionais, e o Iraque. Como costuma ocorrer com os conflitos, as razões para ir a uma guerra às vezes são incompreensíveis para pessoas comuns em todo o mundo.

O conflito entre Estados Unidos e Iraque teve um primeiro episódio bélico na Guerra do Golfo de 1991. Desde então, os desencontros têm sido permanentes. A revisão de uma cronologia permite seguir de perto a evolução dos acontecimentos. Os que buscam explicações para as causas da guerra têm pela frente a missão de informar-se de forma detalhada, tanto sobre os últimos acontecimentos quanto sobre seu pano de fundo.

“Os Estados Unidos e seus aliados afirmam que o atual conflito não é com o povo iraquiano, mas com Saddam Hussein e seu regime. Apesar disto, em caso de uma guerra, serão as pessoas comuns, os civis, que estarão em meio à linha de fogo”, lembra uma seção de testemunhos de um especial da BBC britânica sobre o tema. Meios de comunicação norte-americanos como CNN ou The New York Times costumam acompanhar de perto as novidades provenientes de Washington, onde está concentrado o maior interesse na guerra.

Na Internet também é possível encontrar uma versão a partir do Iraque, ou de meios de comunicação que proporcionam uma visão diferente do conflito, como o especial da agência Inter Press Service. Na Internet também é possível encontrar sites essenciais de navegação no Yahoo!

Estes links contêm material de informação sobre uma guerra que ainda não começou. E que além disso colocou em evidência a existência de opiniões muito divergentes em torno da necessidade de um conflito. Por outro lado, serviu para mobilizar aqueles que apóiam a paz.


Inter Press Service: especial sobre o Iraque (espanhol)
Inter Press Service: reportagens e colunas (português)
BBC: Iraque, frente à tempestade (inglês)
CNN: enfrentamento com o Iraque (espanhol)
The New York Times: Iraque (inglês, inscrição gratuita)
Yahoo!: conflito no Iraque (espanhol)
A Guerra do Golfo de 1991: O Mundo (espanhol)
Google: busca de notícias sobre o Iraque (inglês)
Agência de Notícias do Iraque (inglês)
Departamento de Estado norte-americano (inglês)
Objetivo Iraque: cronologia da crise (espanhol)
O Estado de S.Paulo - Grandes Acontecimentos Internacionais: Iraque (português)
BBC Brasil.com: A Crise no Iraque (português)

O trigo

O trigo é um cereal básico para a civilização: seu cultivo segue paralelo à história da antigüidade e da modernidade. E é utilizado principalmente como base de farinhas para fabricar um alimento essencial, o pão. Na Internet, a busca do trigo rapidamente leva a sites que nos falam de sua importância. Para começar, é a matéria-prima do pão em grande parte do mundo. E seus historiadores afirmam que é cultivado pelos seres humanos há dez mil anos.

Este cereal, acrescenta o site sobre a história do trigo, é uma fonte fundamental de nutrientes e energia para nossa civilização. Um site sobre o cultivo do trigo nos recorda que se trata de uma planta da família das gramíneas, da qual existe uma grande variedade. Entretanto, as mais utilizadas são a Triticum durume o Triticum compactum. “E o trigo para farinha heplaxóide chamado Triticum aestivum é o cereal utilizado para fabricar pão mais cultivado no mundo”, acrescenta o site.

Já no site O trigo são definitivos: “O trigo é a planta mais amplamente cultivada no mundo. O trigo que cresce na terra pode, inclusive, superar a quantidade de todas as demais espécies produtoras de sementes, silvestres ou não. Cada mês é feita uma colheita de trigo maduro em algum lugar do mundo. É a colheita mais importante dos Estados Unidos e do Canadá e cresce em extensas áreas em quase todos os países da América Latina, Europa e Ásia.

No leste do Iraque, acrescentam, foram encontrados grãos carbonizados de trigo com mais de seis mil anos. O trigo, da mesma forma que outros cereais, como o arroz na Ásia ou o milho em certas regiões da América Latina, foi um detonante essencial das civilizações. A grande virtude desse grão é que pode ser moído, uma tarefa que se realizou desde a antigüidade, com moendas de pedra, e que teve seu momento mais romântico nos moinhos de vento.

Atualmente, o trigo é um alimento fundamental para a humanidade, que o consome em grande parte da superfície do planeta. Talvez por essa razão sua taxinomia seja objeto de estudo e os pesquisadores analisem as melhores maneiras de cultivá-lo. A Organização das Nações Unidas para a Agricultura e a Alimentação (FAO) destaca sua importância como nutriente da humanidade. E, mais ainda, este cereal move um ativo mercado. Tudo parece indicar que a produção de trigo no mundo é suficiente, mas nem sempre está bem repartida.

O cultivo do trigo (espanhol)
O trigo (espanhol)
FAO.org: trigo (inglês)
História do pão (espanhol)
História do trigo (espanhol)
Informes sobre o mercado mundial de trigo (espanhol)
Embrapa - trigo (português)
Moinhos da mancha (espanhol)
Taxinomia do trigo (inglês)
Tipos de trigo por produto final (espanhol)

Armas à venda

O mercado das armas evoca a face mais obscura do comércio mundial, porque se trata de um negócio mortal que movimenta milhares de milhões de dólares por ano. Algumas de suas conseqüências são previsíveis: conflitos, mortes, devastação. A existência deste comércio não passa despercebido para uma série de organizações que o vigiam e denunciam, muitas delas com presença ativa na Internet, como é o caso da Federação de Cientistas Norte-Americanos (FAS), segundo a qual esse comércio supera os US$ 20 bilhões anuais.

“Existem provas contundentes de que certas transferências de bens ou serviços militares de segurança e policiais podem fomentar ou exacerbar os abusos contra os direitos humanos”, diz a Anistia Internacional em seu site sobre Tráfico de Armas, onde oferece abundante informação sobre um Comércio do Terror.

A Organização das Nações Unidas (ONU) realiza uma forte campanha em favor do desarmamento, considerado uma prioridade para um mundo que se encontra armado até os dentes.

Grande parte da preocupação das organizações sobre desarmamento está voltada para as armas pequenas e leves, movimentadas com maior facilidade entre a população e que segundo o site Desarme.org provocam a morte de cerca de 500 mil pessoas por ano, das quais 200 mil vítimas de homicídio, suicídio, crimes e acidentes.

O Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) mantém uma exibição em seu site que denuncia o tráfico de armas pequenas, com galeria e abundante informação para demonstrar seu efeito pernicioso. Existe uma arma pequena para cada 12 pessoas no mundo. Neste site, o Unicef destaca que cerca de 95 países possuem mais de 600 fábricas de armas pequenas ou leves, embora 80% da oferta seja proveniente de países industrializados.

O mercado legal destes produtos letais oscila entre US$ 4 e 5 bilhões ao ano, mas o ilegal pode superar os US$ 10 bilhões. Na Internet é possível entrar em contato com organizações que combatem o tráfico de armas, encontrar textos que descrevem o funcionamento da indústria e o mercado, documentos como uma Convenção Interamericana com os quais tenta-se reverter a tendência armamentista, ou diretórios de links que permitem aprofundar na pesquisa desse assunto.

Unicef: As armas pequenas na mira (inglês)
Convenção Interamericana contra a fabricação e o tráfico ilícito de armas de fogo, munições, explosivos e outros materiais relacionados (espanhol)
ONU: paz e segurança através do desarmamento (inglês)
Portal: Desarme.org (espanhol e português)
Federação de Cientistas Norte-Americanos FAS (inglês)
Anistia Internacional: O tráfico de armas (espanhol)
Anistia Internacional: Crônica do comércio do terror (espanhol)
Unidir, Instituto da ONU para Investigações sobre Desarmamento (inglês)
Armamentismo, indústria da morte (espanhol)
Terramérica Conecte-se: Desarmamento (português)
As Exportações Brasileiras de Armas Leves 1989 – 2000 (português)
Ministério da Justiça do Brasil: Desarmamento e Controle de Armas (português)

Bananas e plátanos

As bananas e os plátanos são frutas de origem milenar, convertidas em um alimento de grande importância para a humanidade. Seu comércio também nutre um mercado de grande dinamismo e seu cultivo inspira estudos científicos sobre sua genética ou sobre as possibilidades da produção ecológica. Na Internet é possível conseguir abundante informação sobre essas frutas.

Pode-se começar pela página da banana da Organização das Nações Unidas para a Agricultura e a Alimentação (FAO), onde há referências estatísticas e estudos recentes. Este organismo também abriga um Grupo Intergovernamental em cujas reuniões são revisadas tanto as condições dos mercados internacionais quanto as perspectivas de se conseguir uma produção mais ecológica.

O aumento sustentável da produtividade no cultivo dessas frutas é um objetivo fundamental da Rede Internacional para a Melhoria da Banana e do Plátano (Inibap), que explica que estas frutas representam a maior parte da alimentação diária para 400 milhões de pessoas em uma centena de países.

No site Bananas: espécies de musa, consta que a planta produtora desta fruta é cultivada atualmente em todas as regiões tropicais e constitui a quarta maior colheita do mundo. A palavra musa refere-se ao gênero das bananas. A maioria das variedades atuais descendem de duas espécies silvestres, Musa acuminata e Musa balbisiana, explica-se na página sobre esta fruta no site dos Jardins Botânicos Reais Kew. São originárias da região indo-malaia, mas desde épocas pré-históricas começaram a migrar para outras regiões do mundo.

Os principais produtores de banana são Índia e Brasil. A banana é considerada um excelente alimento e um “combustível natural” para os esportistas. Na Internet também existem diretórios de sites sobre este tema, descrições sobre o mercado onde o produto é comercializado e comentários sobre os perigos que podem afetar a sobrevivência da fruta.

FAO: página da banana (espanhol)
FAO: Grupo Intergovernamental sobre a Banana: Informe 2001 (espanhol)
Rede Internacional para a Melhoria da Banana e do Plátano - Inibap (inglês, espanhol)
Inibap: sites sobre bananas (espanhol)
Banana: Royal Botanic Gardens Kew (inglês)
O poder da banana (português)
Banana: espécies de musa (inglês)
BBC: banana em perigo? (inglês)
Bananas na Internet: links (inglês)
História e descrição: o mercado mundial da banana (espanhol)
Cores e Sabores Tropicais (português)
Banana (português)
Coordenadoria de Defesa Agropecuária - São Paulo (português)

 

Florestas e desmatamento

O desmatamento é a devastação das florestas, uma perda de árvores que em cerca de dez mil anos de civilização provocou problemas como a degradação de solos ou a redução irremediável da biodiversidade. A superfície de florestas existente no mundo é de 3.870 bilhões de hectares, segundo o último relatório da Organização das Nações Unidas para a Agricultura e a Alimentação (FAO) sobre a Situação das Florestas do Mundo.

Este relatório de 2001 destaca que 95% dessa superfície corresponde a florestas naturais e 5% a plantações florestais. Também destaca que anualmente são perdidos 14,2 milhões de hectares devido ao desmatamento, e são plantados 5,2 milhões, o que implica uma redução líquida anual de 9,4 milhões de hectares.

A FAO, que tem um Departamento de Montanhas encarregado da questão de florestas, informa no documento que durante os anos 90 avançou-se na formulação de objetivos de conservação, mas adverte que para tornar realidade "uma visão baseada no ordenamento sustentável" é necessária uma série de fatores, como capacidade para financiar e distribuir de maneira igual os custos e benefícios dos êxitos em matéria de conservação e a materialização de um compromisso político.

Em setembro próximo, delegados de todo o mundo estão convocados para a XII Congresso Florestal Mundial, para impulsionar a conservação das florestas, um hábitat que abriga 80% da biodiversidade, segundo o site dedicado a esta conferência. Embora a superfície florestal possa parecer ainda grande, no site de florestas do Instituto dos Recursos Mundiais (WRI) aparece um mapa animado que mostra de forma evidente a grande diminuição de árvores durante cerca de oito mil anos.

O desmatamento é produzido pelo uso excessivo dos recursos florestais que se traduz no corte de árvores e implica desde grandes madereiras até pequenos agricultores que buscam terreno para seus cultivos. Além disso, também influem outros fatores, como as catástrofes naturais e os incêndios.

Na Internet há grande informação sobre as características do desmatamento e em particular sobre os danos às florestas tropicais que, segundo um site, abrigam 70% das espécies animais e plantas. Também há grande quantidade de documentos especializados sobre o tema e sites com dados que servem para traçar planos de manejo desses ecossistemas.

FAO - Florestas - Departamento de Montanhas (vários idiomas)
FAO: Situação das florestas do mundo (vários idiomas)
XII Congresso Florestal Mundial (vários idiomas)
Instituto dos Recursos Mundiais: florestas, pastagens e terras áridas (inglês)
Observatório Mundial de Florestas - Global Forest Watch (vários idiomas)
Desmatamento: florestas tropicais em diminuição / Agência Canadense de Cooperação Internacional (espanhol)
Florestas tropicais (espanhol)
Desmatamento no EcoPortal.net (espanhol)
Áreasprotegidas.org: desmatamento na zona andina (espanhol)

Radiações solares

As radiações solares foram fundamentais para o surgimento da vida no planeta Terra, mas, em tempos modernos, os médicos lançam um alerta: alterações ambientais e sociais as converteram em uma companhia perigosa quando brilham com excessiva intensidade. A Organização Mundial da Saúde (OMS) adverte que o maior perigo está representado pelos raios ultravioleta (UV), considerados responsáveis por um aumento das doenças de pele e olhos, que são nossos órgãos mais expostos à luz do Sol. E as radiações ameaçam a todos, alerta a instituição.

O portal Intersun é a sucursal ciberespacial do Projeto Mundial UV patrocinado pela OMS, onde ficamos sabendo que estas radiações causam entre dois e três milhões de casos de câncer de pele, com exceção dos melanomas malignos, que somariam 132 mil. Além disso, podem ser causadoras de aproximadamente dois milhões de casos de cegueira registrados no mundo devido ao desevolvimento de cataratas. "A radiação ultravioleta pode prejudicar a pele, os olhos e o sistema imunológico", adverte um documento da Organização Pan-Americana de Saúde (OPS) sobre "Sol, calor e frio".

Como explicar esse aumento de casos? Por um lado existe uma tendência maior a expor-se ao Sol, por exemplo, por motivos estéticos. Mas todas as fontes sobre este tema consultadas na Internet lembram que a diminuição da camada de ozônio popularmente conhecida com o buraco de ozônio, é um fator que afeta de forma importante a superfície terrestre. O estreitamento da camada de ozônio atribuído a poluentes produzidos pela civilização humana, como os gases clorofluorocarbonos ou CFCs, é um problema grave, pois é este componente que permite que sejam filtradas as radiações potencialmente prejudiciais, como os raios UV.

Para combater a emissão de poluentes que afetam o ozônio, os países de todo o mundo foram convocados a assinar o Protocolo de Montreal, cuja aplicação foi considerada um sucesso. Porém, os especialistas alertam que, apesar do êxito na redução dos poluentes, os efeitos deste problema ambiental continuarão sendo notados por muitos anos. A força das radiações UV, em especial as do tipo A ou B, já é um tema comum de discussão em muitos países.

No portal da Intersun existe uma página onde se explica a aplicação de um "índice UV" para qualificar a periculosidade dos raios. "Amigo visível, inimigo invisível"é um dos muitos sites dedicados a alertar sobre os efeitos do Sol na pele e também nos olhos. Para se proteger as pessoas devem recorrer a óculos escuros ou simplesmente procurar uma sombra.

OMS: portal Intersun - O Projeto Mundial UV (inglês)
Intersun: o índice UV (inglês)
OPS: Sol, calor e frio (espanhol)
Conecte-se: um buraco ameaçador (espanhol)
Pnuma: Secretaria do Ozônio (espanhol, inglês)
Conecte-se: O Protocolo de Montreal (espanhol)
Latinsalud: o Sol e a pele (espanhol)
Lapiel.com: pele e Sol (espanhol)
Óculos de sol (espanhol)
Os novos adoradores do Sol (espanhol)
Verão, Sol e pele (português)
Sol e pele (português)


 

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Crianças no norte do Iraque. Fonte: Programa Petróleo por Alimentos da ONU, OIP

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 


Cidade maia de Calakmul. Fonte: Patrimônios da Humanidade da Unesco

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 


Mapa do Iraque
Fonte: ONU

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 


Portal The Silent Shout
Fonte: UNICEF

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 


Crédito: F.Botts/FAO

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 


Plantação de banana na Tanzânia. Crédito: W. Gartung/FAO

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 


Vista do Golfo Pérsico a partir de um satélite.Fonte: Nasa

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 


Bizarri/FAO

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 


O tráfico de armas pequenas é retratado de forma dramática por uma exibição do Unicef.
Fonte: unicef.org

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 


Crédito: P. Cenini/FAO

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 


Corte de árvores em Honduras. Crédito: G.Bizarri/FAO

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 


Fonte: OMS/Intersun