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A natureza exila o pássaro louco

Por Cristina Hernández-Espinosa*

Cada espécie representa uma biblioteca e sua perda é como incendiar informação biológica que nunca mais será recuperada.

MÉXICO.- Com seus bicos pontiagudos golpeando as cascas das árvores, os pica-paus distribuídos no mundo inspiraram a criação do famoso “pássaro louco”. Para a natureza, essa pequena ave significa mais do que um personagem de quadrinhos. No México, o imperial, uma das mais de 200 espécies de pica-paus existentes sobre a Terra, desapareceu há cinco décadas. O exemplo do imperial é citado por ambientalistas que temem que dezenas de outras aves ameaçadas tenham a mesma sorte.

“Imaginemos que cada espécie animal seja como um parafuso de um avião. Então, poderemos compreender as conseqüências desastrosas para os ecossistemas da Terra causadas por uma sucessiva perda de populações animais”, explicou ao Terramérica o biólogo Juan Carlos Cantú, diretor de programas da ong Defender of Wildlife, dos Estados Unidos.

A águia elegante (Spizaetus ornatus), o quetzal, a águia-careca-americana (Haliaetus leucocephalus), o gavião-real (Harpia harpyja, também conhecido como gavião-de-penacho, uiraçu-verdadeiro, cutucurim ou águia-harpia), a gralha pintada (Cyanocorax Cyanocorax), e o pardal serrano (Xenospiza baileyi) são algumas das espécies em perigo de extinção no México.

Cada espécie animal representa uma “biblioteca, cuja perda equivale a incendiar informação biológica que nunca mais será recuperada”. O desaparecimento no México, há mais de 50 anos, do pica-pau imperial (Campephilus Campephilus), uma espécie endêmica das florestas de pinho e carvalho, de uma região entre os Estados de Jalisco e Chihuahua, ilustra claramente o fator de interdependência para a sobrevivência da vida animal, acrescentou o biólogo.

“Por seu grande tamanho, de até meio metro de comprimento, o pica-pau imperial necessitava de um hábitat com árvores muito altas. O corte e a caça ilegais dizimaram sua população até fazê-la sucumbir”, disse Cantú. Segundo o especialista, “um problema adicional foi que os ninhos dessas aves eram utilizados pela matraca serrana (Rhynchopsitta Rhynchopssita), uma espécie que agora também está em risco de extinção”.

Para Cantú, “nos complexos processos ecológicos existem espécies vegetais que seguem com alguma ave um processo de co-evolução. Por exemplo, a natureza desenhou flores para que apenas uma única espécie de colibri possa retirar seu néctar e nessa ação atrair o pólen que depois levará de flor em flor”. A maioria dos processos ecológicos que ocorrem em cada ecossistema está entrelaçada e envolve a infinidade de espécies. “Assim, o desaparecimento de uma espécie assemelha-se à queda das peças de um dominó”, afirmou Cantú.

* A autora é colaboradora do Terramérica.


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Enlaces Externos

Defenders of Wildlife

Pica-pau imperial

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