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A poliomielite
Aproximadamente 175 milhões
de crianças serão vacinadas, entre agosto
e dezembro deste ano, em sete países onde ainda
se encontra ativo o vírus da poliomielite,
uma enfermidade conhecida há cerca de três
mil anos. A Organização Mundial da Saúde
(OMS)
realizará uma campanha maciça na Índia,
Paquistão, Afeganistão, Nigéria,
Egito, Níger e Somália, para atingir
a meta de forjar um mundo sem pólio. Trata-se
do menor número de países com poliomielite
endêmica jamais registrado. Há 25 anos,
a doença atingia as populações
de 25 países.
A iniciativa de erradicação
mundial da poliomielite considera outros seis países
em alto risco de reinfecção: Angola,
Bangladesh, Etiópia, Nepal, República
Democrática do Congo e Sudão. Em 2002,
foram realizadas 266 campanhas em mais de 90 países,
mas uma mudança de tática visa a acelerar
a erradicação mundial centrando os esforços
nas áreas endêmicas. Desde 1988 conseguiu-se
reduzir o número de casos de 350 mil por ano
para menos de dois mil, registrados no ano passado
nos sete países onde acontecerá a campanha,
segundo relatórios da OMS.
O Fundo das Nações
Unidas para a Infância (Unicef),
que participa junto com a OMS da tarefa de libertar
o mundo da poliomielite, afirma que o sucesso da missão
converteria a pólio na primeira doença
a ser erradicada da face da terra no século
XXI. Em todo o mundo, anualmente são imunizadas
mais de cem milhões de crianças contra
pólio, difteria, tétano, tosse comprida,
sarampo e tuberculose, com saldo de milhões
de seres humanos resgatados da morte e muitos outros
milhões arrancados do inferno da paralisia,
da cegueira e da deterioração cerebral.
Desde o desaparecimento da varíola,
há mais de 20 anos, os especialistas consideram
a campanha para acabar com o vírus da poliomielite
como a maior demonstração do poder da
imunização. Em 1994, o continente americano
converteu-se na primeira região de onde o vírus
da pólio foi eliminado. No ano seguinte a China,
o país mais povoado do mundo, deixou de registrar
casos de pólio. Um relatório sobre a
situação na América Central,
Estado
Nação, patrocinado pelo Programa
das Nações Unidas para o Desenvolvimento
(Pnud),
assinala que, em 1995, a poliomielite foi erradicada
do istmo, onde também foi eliminada a difteria
e se busca acabar com o sarampo, a tosse comprida
e o tétano.
O site Portal
da História, da Associação
para a Difusão da História na Internet,
conta que um monolito egípcio, que data do
período compreendido entre 1580 e 1350 a.C.,
mostra um sacerdote com uma perna atrofiada aparentemente
pela pólio. E esse objeto seria o antecedente
mais antigo da enfermidade. “Em 1887, uma epidemia
da poliomielite sacudiu Estocolmo, na Suécia,
e outras epidemias surgiram posteriormente na Europa
e América do Norte: são o resultado
paradoxal de melhores condições higiênicas”,
diz a mesma fonte. Também a cidade de Nova
York sofreu, em 1915, uma das piores epidemias de
pólio. Em 1921, o futuro presidente dos Estados
Unidos, Franklin Delano Roosevelt contraiu a doença
aos 39 anos.
A pólio é uma enfermidade
viral que pode afetar o sistema nervoso central e
ataca principalmente bebês e crianças
que vivem em condições precárias
de higiene, explica o site do Estado norte-americano
de Nova
York. Porém, a paralisia causada pela doença
- na maioria das vezes transmitida pelas fezes - costuma
ser mais severa em adultos. Os sintomas da pólio
são febre, mal-estar geral, dores de cabeça
e musculares, náuseas e vômitos, e rigidez
no pescoço e nas costas.
A empresa farmacêutica
Aventis
Pasteur, com sede em Lyon, na França, explica
que as crianças que receberam a vacina oral
contra a pólio excretam o vírus vivo
pela boca, garganta e intestinos ao longo de várias
semanas depois de terem sido imunizadas.
O site chileno sobre Ortopedia
e Traumatologia define esta especialidade como
a parte da medicina que estuda as lesões do
aparelho locomotor. Uma árvore torcida presa
fortemente a uma estaca para corrigir seu crescimento
tem sido considerado como o símbolo que representa
a especialidade. Etimologicamente, a palavra ortopedia
provém dos termos gregos orthos, que significa
direito, e paidos, que significa crianças e
está baseada nas freqüentes deformações
do esqueleto nos menores de idade ocasionadas pela
poliomielite, tuberculose e outras doenças.
OMS
Site
Portal da História
Unicef
Site
Estado-Nação
Pnud
Site
do Estado de Nova York
Aventis
Pasteur
Conceito
de Ortopedia e Traumatología
Organização
Pan-Americana de Saúde
Fundação
Nacional de Saúde (Funasa) - Guia de Vigilância
Epidemiológica
O telescópio
Desde que, em 1610, Galileu Galilei
desenvolveu o telescópio, o aperfeiçoamento
dessa ferramenta tecnológica tem sido chave
para avançar no conhecimento do Sistema Solar
e do cosmos. Para muitos, os prodigiosos passos dados
pela ciência moderna nesse sentido criam a fantasia
de que poderia ser empreendida a conquista do espaço.
A Administração Nacional do Espaço
e da Aeronáutica dos Estados Unidos (NASA)
constrói atualmente o espelho de um telescópio
capaz de detectar a primeira luz do universo, surgida
repentinamente há cerca de 11 milhões
de anos e que é invisível ao olho humano.
O telescópio espacial
James
E. Webb, batizado assim em homenagem a quem dirigiu
a NASA durante as missões Apolo à Lua,
está sendo construído para entrar em
operação em 2010. Ao custo de US$ 824,8
milhões, o telescópio Webb tentará
observar as regiões mais distantes do espaço
registradas pelo Hubble: uma distância entre
dez bilhões e 11 bilhões de anos-luz.
Ficará localizado a 1,5 milhão de quilômetros
da Terra, no Ponto Lagrange 2, uma área no
espaço sideral em equilíbrio entre a
gravidade do planeta e o Sol.
Para muitos astrônomos
o novo telescópio Webb lançará
luz sobre o grande mistério de como se formaram
as estrelas e as galáxias há cerca de
centenas de milhões de anos depois do Big
Bang, ou grande explosão, que, segundo
uma teoria, teria dado origem ao universo. O Webb
começou a ser construído há oito
anos e substituirá o Hubble,
o mais notável telescópio espacial existente
até agora e que leva o nome do astrônomo
norte-americano Edwin Hubble, considerado o pai da
astrofísica moderna. Dados fornecidos pelo
Hubble permitiram encontrar o planeta mais velho que
se conhece, com uma idade estimada de 13 bilhões
de anos.
No ano passado, o Hubble foi
submetido a um “transplante de coração”
quando dois astronautas norte-americanos a bordo da
nave Colúmbia fizeram a troca de uma unidade
que começou a ocasionar problemas no telescópio
em 1993. Várias viagens espaciais foram realizadas
então pela Colúmbia - que explodiu em
pedaços em fevereiro de 2004 com seus sete
tripulantes a bordo - para consertar o Hubble, prolongar
sua vida útil e aumentar sua capacidade de
observação. O Hubble foi colocado em
órbita em 1990 para uma missão de 20
anos, que terminará em 2010.
Existem diversos projetos de
telescópios espaciais no mundo. Para o próximo
ano está previsto o surgimento do chamado Grande
Telescópio Canárias (GTC),
financiado por Espanha, México e Estados Unidos.
Esse telescópio será instalado no Observatório
Del Roque de los Muchachos, nas Ilhas Canárias,
um local cujas condições climatológicas
são catalogadas pelos especialistas como ideais
para a observação astronômica.
Os informes científicos
dão conta do valor dos telescópios para
o conhecimento do cosmos. O Hubble, por exemplo, pôde
constatar a presença de gigantescos buracos
negros, foi testemunha das etapas de formação
de sistemas solares e proporcionou aos cientistas
os dados mais precisos até então para
calcular a idade do universo.
No entanto, nem tudo o que observam
os cientistas através dos telescópios
são maravilhas do universo. O Instituto de
Astrofísica das Canárias (IAC)
realizou em 2001 algumas campanhas de observação
do chamado lixo espacial. O site do IAC define o lixo
espacial como “qualquer objeto artificial em
órbita ao redor da Terra e que já não
seja operacional. Está formado pelos satélites
ou foguetes fora de uso, material não operacional
liberado por operações espaciais e fragmentos
gerados por satélites ou foguetes devido a
explosões ou colisões".
Essa mesma fonte assinala que
“se conhece cerca de nove mil objetos detectados
com radares e telescópios óticos (apenas
cerca de 700 são satélites operacionais)
nas diferentes órbitas terrestres. Estes objetos,
cujo tamanho supera os 40 centímetros, representam
apenas um perigo moderado para as missões espaciais
(satélites e humanos), mas estima-se que possam
existir mais de 150 mil fragmentos com tamanhos entre
um e 20 centímetros que podem produzir graves
problemas em caso de colisão com alguma nave
em uso por não estarem localizados’.
NASA
Telescópio
Espacial James Webb
Site
Astrocosmo
Telescópio
espacial Hubble (inglês)
Grande Telescópio
Canárias
Instituto de Astrofísica
das Canárias
Ciência
Digital
Telescópio
Canadá-França-Havaí (inglês)
Grupo de Telescópios
Isaac Newton (inglês)
Nasa em espanhol
O
telescópio espacial Hubble (português)
Os morcegos
O morcego não é
um roedor cego com asas, como muita gente pensa. É
um mamífero da ordem Chiroptera, que cumpre
funções vitais na natureza: polinizar,
dispersar sementes e controlar pragas de insetos.
“A infundada rejeição social em
relação aos morcegos não corresponde
à sua importância como controladores
naturais de pragas agrícolas e florestais,
nem com a riqueza e diversidade que dão à
nossa fauna. A destruição de seus refúgios
naturais, as alterações em seu hábitat
e o uso de inseticidas agrícolas” constituem
as principais ameaças para as espécies
de morcegos que habitam a Espanha, diz um estudo sobre
a situação desses mamíferos na
Península Ibérica publicado pela revista
espanhola Quercus.
Atualmente existem 1.075 espécies
diferentes de morcegos no planeta, 150 a mais do que
as catalogadas em 1990. As novas espécies puderam
ser reconhecidas graças às modernas
tecnologias de seqüência do ácido
desoxirribonucléico (ADN), e a maioria foi
identificada na América Latina, no sudeste
da Ásia e nas ilhas do Pacífico. Os
restos mais antigos de morcegos que se conhece datam
de aproximadamente 50 milhões de anos, mas
os que viveram nessa época distante não
são muito diferentes dos que conhecemos hoje.
Esses mamíferos pertencem
ao grupo dos Chiroptera, que significa mão-asa
e, como os humanos, têm apenas uma cria que
amamentam. Existe uma variedade imensa de tamanhos
e aparências de morcegos, e algumas chegam a
viver até 34 anos. O menor do mundo pesa menos
do que uma moeda, outros têm pelagem longa como
de angorá e sua cor varia desde o vermelho
brilhante ou amarelo até o negro ou branco.
Inclusive, há uma espécie que não
tem pelo. Alguns cientistas afirmam que os primatas
(lêmures, macacos e homens) e os morcegos compartilhariam
um ancestral comum parecido com um musaranho (mamífero
noturno semelhante ao rato). Nas zonas tropicais,
as atividades de dispersão de sementes e polinização
dos morcegos que se alimentam de frutas e néctar
são vitais para a sobrevivência das florestas
chuvosas, diz o site da organização
não-governamental Bat Conservation International
(BCI).
O morcego guanero, ou morcego
mexicano de cauda livre, chega a 93 milímetros
de comprimento e 15 gramas de peso. Ele se vale de
suas orelhas largas e separadas para localizar suas
presas. Essa espécie habita covas no sul dos
Estados Unidos, bem como no México, América
Central e Antilhas, e na América do Sul chega
até a parte central do Chile e da Argentina.
A organização conservacionista norte-americana
Wildelife
Trust afirma que a maior colônia de morcego
mexicano que se conhece é encontrada na Cova
Bracken, norte de San Antônio, no Estado norte-americano
do Texas, e possui cerca de 20 milhões de indivíduos
capazes de consumirem até 250 toneladas de
insetos por noite.
Uma das características
mais surpreendentes dessa espécie é
que, quando nascem as crias, as mães saem da
cova em busca de alimento e, ao retornarem, podem
localizar o filhote em poucos minutos entre milhões
de pequenos indivíduos. No Estado de Nuevo
León, no México, fica a Cueva de La
Boca. Esse local tinha a maior colônia de morcego
mexicano do mundo, 95% da qual desapareceu na última
década, segundo o site.
Por sua agitada vida noturna,
“os morcegos terminam cada jornada literalmente
de ponta-cabeça, o que lhes é adequado
para descansar, pendurado-se em seu cabide com um
gasto mínimo de energia. Embora a maior parte
das espécies tenha patas fracas, pelo menos
uma (Desmodus) é capaz não só
de caminhar, com também de saltar”, explica
o site da Associação Nacional de Controladores
de Pragas Urbanas (ANCPU, do México).
Como os golfinhos, quase todos
os morcegos se comunicam e navegam utilizando sons
de alta freqüência. Para voar à
noite, os morcegos possuem um programa especializado
conhecido como ecolocação. Os sons emitidos
pelos quirópteros ricocheteiam nos objetos
e nas presas, que localizam com claridade tridimensional
através dos ouvidos e, desta maneira, conseguem
voar sem problemas, mesmo na noite mais escura, acrescenta
a ANCPU.
Revista
Quercus (espanhol)
Bat
Conservation International (BCI) (inglês)
Wildlife
Trust (espanhol)
Associação
Nacional de Controladores de Pragas Urbanas (espanhol)
Hanford
Reach National Monument (espanhol e inglês)
Morcego
de pelo prateado (inglês)
Os
morcegos (português)
AnimalNet
- Morcego (português)
Saúde
Animal - Morcegos (português)
Morcegos.
Quem são, afinal, estas estranhas criaturas?
(português)
Aves de rapina
Com seus poderosos bicos em gancho
arrancam a carne de sua presa, que identificam graças
à sua visão superdotada. Estes atributos
deram aos abutres, águias e falcões,
entre outras espécies, a denominação
de aves de rapina. Também conhecidas como aves
de presa, buscam capturar os animais que constituem
sua dieta utilizando suas grandes patas, dotadas de
poderosas garras e unhas afiadas.
O site espanhol InterNatura
traz uma descrição destas aves. Por
exemplo, os abutres são de grandes dimensões
e possuem cauda curta e asas enormes, retas e muito
largas. As águias podem ser médias ou
grandes, com asas compridas e largas, porém
nem tanto como as dos abutres, nem tão retas.
A mesma fonte afirma que "até os anos
sessenta o homem travou uma guerra implacável
contra elas. Seus ninhos e poleiros eram destruídos,
os adultos eram mortos e seu extermínio era
buscado de todas as formas. O argumento para justificar
o massacre era que elas eram prejudiciais aos interesses
humanos, e, em especial, para a caça".
De acordo com os horários
de sua atividade, as aves de rapina foram classificadas
como diurnas ou noturnas. O portal Aves
Red mostra fotografias destas formosas aves e
observa que as denominadas como de rapina noturnas
foram vítimas de matanças, insultadas
e difamadas por seu hábito de se acobertarem
sob o manto da noite e ter um ulular macabro. Dizia-se
até que o canto da coruja é igual à
voz do diabo.
Por meio de um programa de apoio
às culturas municipais e comunitárias,
o Conselho Nacional para a Cultura e as Artes (Conaculta),
do México, apóia as atividades do Centro
de Reabilitação e Manejo de Aves de
Rapina no Estado de Oaxaca, no sul do México.
Neste local é possível conhecer o caso
de "Valentín", um desafortunado urubu-rei,
semelhante ao condor dos Andes, que sobreviveu a um
incêndio e depois recebeu cuidados no Centro
de Reabilitação, o único de Oaxaca
e um dos poucos que existem no México com o
objetivo de proteger estas espécies.
De sua parte, o Centro Mundial
para Aves
de Rapina narra a história e o retorno
triunfal ao Panamá de "Ancón",
uma harpia emprestada pelo governo do país
ao Fundo Peregrino norte-americano. "Ancón"
serviu durante dez anos a uma equipe de cientistas
para desenvolver técnicas de criação
em cativeiro de aves em risco de extinção.
Especialistas argumentam que a harpia é uma
espécie indicadora, pois sua presença
reflete o estado de saúde do ecossistema onde
vive. Por se tratar de uma ave de rapina que encabeça
a cadeia alimentar, o desaparecimento desta ave significa
que não existem nem sua caça e nem área
de mata suficiente que permitam sua sobrevivência.
Um programa de conservação
implementado na Espanha pelo Fundo Mundial para a
Natureza (WWF-Adena)
alerta sobre as conseqüências negativas
para as populações de abutres e grandes
águias na península ibérica em
conseqüência do uso de iscas envenenadas
em armadilhas de caça.
Site
InterNatura (espanhol)
Rede
Aves (espanhol)
Conaculta
Centro
Mundial para Aves de Rapina (espanhol)
WWF-Adena
(espanhol)
Links
para sites sobre aves de rapina (espanhol)
The Raptor
Center (inglês)
Águias,
Gaviões e Falcões do Brasil (português)
O peiote
O peiote, de sabor amargo por
conter cerca de 60 alcalóides, tem sobrevivido
ao longo dos séculos como uma espécie
sagrada para algumas culturas indígenas mexicanas.
A característica mais conhecida desta planta
é o singular efeito alucinógeno que
produz no organismo ao ser ingerida.
Uma ficha
na Internet descreve essa cactácea como uma
“planta em geral provida de um caule em forma
de globo mas, às vezes, e devido ao crescimento,
se torna quase cilíndrico; é espinhoso,
com espinhos centrais em forma de gancho” e
com flores amarelas, alaranjadas ou rosa-violeta que
aparecem em diversas estações, de acordo
com a espécie.
Um estudo da Comissão
Nacional para o Conhecimento e Uso da Biodiversidade
(Conabio),
do México, refere-se ao emprego de plantas
alucinógenas entre as antigas culturas indígenas
da América, onde existem mais de cem espécies
vegetais com propriedades psicoativas. “Estas
plantas contêm substâncias químicas
- alcalóides - capazes de promover estados
anormais de consciência que ocasionam alterações
visuais, auditivas, tácteis, olfativas e inclusive
gustativas. Por isso são vistas por algumas
culturas como portadoras de inteligência e consideradas
instrumentos divinos, fonte de uma profunda e misteriosa
sabedoria, e de beleza e inspiração,
bem como um meio para manter a integridade cultural”,
explica esse texto.
Através de práticas
rituais com plantas alucinógenas, as antigas
civilizações indígenas pretendiam
“induzir experiências de iniciação
a certos mistérios e curar enfermidades do
corpo e da alma”. Alguns tipos de fungos e plantas
eram consumidos pelos curandeiros, sacerdotes ou xamãs,
afirma a Conabio. Os tarahumaras, tepehuanes, coras
e huicholes são algumas das etnias do México
que ainda conservam costumes rituais milenares e cujas
lendas, tradições e história
estão associadas de maneira importante às
cactáceas.
A Revista
Imaginária mostra na Internet o trabalho
dos franceses Antonin Artaud e Gerard Tournebize,
autores da obra “Viagem ao País dos Tarahumaras”,
que compreende dois tomos. A obra afirma que as cerimônias
religiosas dos tarahumaras condensam os conhecimentos
que essa etnia possui do mundo.
Todos os elementos que intervêm
nesses rituais, como o peiote, são simbólicos,
acrescenta. A cerimônia do peiote representa
a cura da alma para os tarahumaras, que consideram
essa planta como um ser que tem a faculdade de mostrar
ao homem o bom caminho.
A revista El
Mercúrio refere-se à controvérsia
que o peiote gerava entre os colonizadores espanhóis
da Nova Espanha. As crônicas espanholas mencionam
“que aqueles nativos que comiam o peiote eram
possuídos por aterrorizantes visões
demoníacas". O consumo do peiote foi duramente
punido pela Santa Inquisição desde 1617.
“Frei Bernardino de Sahagún estimou,
tomando por base diversos fatos históricos
da cronologia indígena, que o peiote foi conhecido
pelos chichimecas e toltecaspelos menos 1.890 anos
antes da chegada dos europeus. Estes cálculos
dão a esta planta divina do México uma
história de aproximadamente dois mil anos”,
diz a fonte.
O site Cactusland
publica uma lista de cactus narcóticos, alucinógenos
e medicinais do Novo Mundo, e explica que pelo menos
30 espécies de cactáceas são
conhecidas como peiotes, mas “nem todas com
registro histórico de ter sido usada como alucinógeno”.
Uma página sobre alucinógenos
explica que muito do que se sabe na atualidade sobre
o peiote tem como fonte as crônicas de Francisco
Hernández, médico do rei Felipe II da
Espanha e que viajou várias vezes ao México
para comprovar o uso sagrado que as civilizações
indígenas davam ao peiote.
Sobre a toxicidade do peiote,
o site Botánical
afirma que não se conhece casos de morte por
consumo deste alucinógeno. Este site afirma
que a mescalina tem propriedades alucinógenas
e psicoativas que influem na percepção,
em particular no sentido da visão. O farmacologista
Arthur Heffer extraiu a mescalina do peiote em 1896,
dando-se, então, o primeiro caso de um composto
alucinógeno isolado pelo homem.
A ingestão da mescalina
provoca alteração da consciência.
Essa substância é tóxica em doses
acima de 0,5 gramas e causa sintomas como náusea
severa, vômito, taquicardia, ansiedade e hipertensão
arterial. Um risco importante ao consumir a mescalina
é o surgimento de uma síndrome psicótica
em algumas pessoas.
Segundo a tradição,
o peiote possui propriedades medicinais e é
utilizado para tratar a gripe, artrite, diabete, mal-estar
intestinal, efeitos causados por mordida de serpente,
picada de escorpião e algum tipo de envenenamento.
Comissão
Nacional para o Conhecimento e Uso da Biodiversidade
(espanhol)
Ficha
(espanhol)
Revista
Imaginária (espanhol)
Revista
El Mercurio (espanhol)
Cactusland
(espanhol)
Alucinógenos
(espanhol)
Botanical
(espanhol)
Peiote,
o cacto sagrado (português)
O cenote
Os cenotes são lugares
sagrados para os maias contemporâneos, como
foram para seus ancestrais. Segundo a tradição,
a água que guardam esses poços é
considerada “virgem ou pura” já
que não foi tocada pela luz. Os maias davam
grande importância ao cenote (ou Dzonot, na
língua maia, que significa buraco no solo,
ou poço), por constituir uma fonte de água.
Porém, a religião é um aspecto
primordial para compreender o sentido dos cenotes
para essa cultura milenar. Majestosas cerimônias
tinham como cenário os cenotes. E aqueles que
eram utilizados na prática de rituais não
podiam ser utilizados para o abastecimento de água.
A civilização maia
durou 3400 anos desde o estabelecimento das primeiras
aldeias, e habitou o extremo sudeste do México
- os Estados de Yucatán, Campeche e Quintana
Rôo e partes de Tabasco e Chiapas - bem como
os territórios da Guatemala e Belize e o ocidente
de Honduras e El Salvador. A prefeitura da cidade
de Mérida,
capital de Yucatán, afirma que os estudiosos
da cultura classificam os cenotes em quatro categorias:
em forma de cântaro, de paredes verticais, em
forma de rioe em forma de caverna.
Essa mesma fonte afirma que o
desgaste produzido pela água da chuva que caía
solo de Yucatán criou numerosos canais pelos
quais o líquido acumulado fluía para
o mar. Assim formou-se uma rede de rios subterrâneos
que foram se diluindo para a rocha mãe, até
abrir cavidades chamadas grutas, quando estão
secas, e cenotes, se estão inundadas pela água
que corre no subsolo. O site para exploradores La
Venta define a península de Yucatán
como um altiplano calcáreo caracterizado pela
total ausência de cursos de água superficiais.
Porém, essa região é rica em
água no subsolo, e as portas de acesso a esse
invisível mundo de água são os
cenotes, conectados a túneis mais profundos.
A exploração dos
cenotes sagrados significa, além de uma extraordinária
aventura em águas limpas e mornas, uma peça
fundamental na pesquisa arqueológica. Ao abordar
o tema da arqueologia subaquática na região
maia, o Instituto Nacional de Antropologia e História
(INAH)
assinala que o crescente interesse dos estudiosos
na história maia fez voltar a atenção
a esses cenotes. O INAH refere-se a expedições
para o estudo biológico dos cenotes feitas
nos anos 30 pela Carnegie Institution de Washington,
que permitiram identificar 306 espécies animais.
Para explicar como se faz arqueologia
sob a água, o INAH afirma que os materiais
que permaneceram submersos requerem procedimentos
especiais para sua conservação. Por
exemplo, eliminar sais e secar corpos inorgânicos
estáveis, como as rochas. A busca de evidência
arqueológica em lagunas e cenotes é
feita com ajuda de arqueólogos e restauradores
especializados em mergulho de altitude e de cavernas.
Mergulhando em misteriosas cavernas ou em mar aberto,
entre jade, ouro, obsidiana, madeira, cerâmica
ou concha, encontram jóias que talvez tenham
pertencido a donzelas maias entregues em oferendas
aos deuses.
O site da Universidade
Autônoma de Yucatán (UADY)
afirma que não se trata de procuradores de
tesouros, mas de praticantes de arqueologia subaquática,
uma disciplina que pretende divulgar a riqueza do
inestimável patrimônio cultural submerso.
Em 2001, foi adotada a Convenção da
Organização das Nações
Unidas para a Ciência, a Educação
e a Cultura (Unesco) para a Proteção
do Patrimônio Cultural Subaquático. Um
texto da Fundação para o Fomento dos
Estudos da Mesoamérica mostra uma análise
de objetos recuperados em cenotes, e outro da mesma
instituição inclui uma série
de fotos de peças resgatadas desses poços.
Prefeitura
de Mérida, Yucatán
Arqueologia
subaquática na região maia
Como
se faz arqueologia sob a água?
Como
começou a arqueología subaquática
no México?
Universidade
Autônoma de YucatánConvenção
da Unesco para a Proteção do Patrimônio
Cultural Subaquático
Primeira
Conferência Regional sobre Patrimônio
Cultural Subaquático
Fundação
para o Fomento dos Estudos da Mesoamérica
Fundação
para o Fomento dos Estudos da Mesoamérica
Mais
sobre os maias no buscador do Yahoo!
Mundo
Maia (UMSNH)
Desertificação
A desertificação
e a seca deixam em sua passagem severos transtornos
econômicos, ambientais e sociopolíticos
em todo o mundo: anualmente desaparecem seis milhões
de hectares de terras produtivas e são registradas
perdas milionárias em renda devido à
degradação da terra e à decrescente
produtividade agrícola. O Programa das Nações
Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma)
assinala que, após amplos estudos e deliberações,
os especialistas definiram a desertificação
como um fenômeno de “degradação
da terra em zonas áridas, semi-áridas
e subúmidas secas, derivado dos efeitos negativos
de atividades humanas”.
Por esse conceito, a referência
à terra inclui o solo, os recursos hídricos
de cada país, a superfície da terra
e a vegetação ou cultivos. Embora seja
antigo, o grave problema que a desertificação
traz consigo ganhou destaque mundial quando, no início
dos anos 70, milhares de pessoas morreram em conseqüência
da aguda seca que açoitou a África subsaariana.
Em 1977, foi realizada em Nairóbi, no Quênia,
a Conferência
Internacional das Nações Unidas para
o Combate à Desertificação,
que considerou esse fenômeno como um sério
desafio e estabeleceu compromissos para reduzir suas
conseqüências.
A Convenção das
Nações Unidas para o Combate à
Desertificação entrou em vigor em 1996,
depois de ter sido ratificada por mais de 50 países,
e seus objetivos são “lutar contra a
desertificação e minimizar os efeitos
da seca, através da adoção de
medidas eficazes em todos os níveis”.
Em 1994, a assembléia geral da ONU designou
o dia 17 de junho como
Dia Mundial de Luta contra a Desertificação
e a Seca, data que marca o aniversário
da adoção da Convenção
das Nações Unidas para o Combate à
Desertificação.
Segundo a Organização
das Nações Unidas para a Agricultura
e a Alimentação (FAO), as terras secas
cobrem cerca de 30% da superfície terrestre
do planeta e são habitadas por aproximadamente
900 milhões de pessoas. A FAO atribui a diversos
fatores a extensa degradação dos recursos
naturais das zonas secas do mundo: variações
climáticas, uso indevido da terra, práticas
agrícolas inadequadas, aumento da densidade
demográfica, pressões econômicas
e mudanças nas estruturas de posse da terra.
Os impactos da desertificação
são sentidos em todos os continentes: na região
da América Latina e do Caribe - com extensão
territorial de 20,18 milhões de quilômetros
quadrados - mais de 25% são terras secas. Destas,
70% mostram sinais de vulnerabilidade e graus avançados
de desertificação. Há casos emblemáticos
do drama que representam a desertificação
e as secas. Um estudo feito pela Comissão Centro-Americana
de Meio Ambiente e Desenvolvimento (CCAD) mostra o
Impacto Socioeconômico e Ambiental da Seca em
2001 na América Central.
A revista do Banco Interamericano
de Desenvolvimento (BID)
também aborda o tema. O relatório do
Pnuma Terras
Úmidas e Aves do Afeganistão Sofrem
os Desastres da Guerra e da Seca mostra os estragos
de quatro anos de seca em ecossistemas compartilhados
por Afeganistão e Irã. Documentos e
links de organismos relacionados com o assunto são
oferecidos pelo SD Gateway, que integra membros da
Rede
de Comunicações sobre Desenvolvimento
Sustentável.
Programa
das Nações Unidas para o Meio Ambiente
- Pnuma (espanhol)
Conferência
Internacional da ONU para o Combate à Desertificação
(inglês)
Dia
Mundial de Luta contra a Desertificação
e a Seca (inglês)
Organização
das Nações Unidas para a Agricultura
e a Alimentação - FAO (espanhol)
Comissão
Centro-Americana de Meio Ambiente e Desenvolvimento
(espanhol)
Banco
Interamericano de Desenvolvimento (espanhol)
Terras
Úmidas e Aves do Afeganistão sofrem
os Desastres da Guerra e da Seca (espanhol)
Banco
Mundial (inglês)
Rede
de Comunicações sobre Desenvolvimento
Sustentável (espanhol)
Iguanas
As iguanas têm um aspecto
que parece falar da vida em um passado remoto de nosso
planeta. Esses répteis habitam principalmente
o território americano e, atualmente, transformaram-se
em objetos de culto e, em alguns casos, de preocupação
pela sobrevivência de algumas espécies.
“As iguanas constituem
uma família que inclui entre 650 e 700 espécies”,
explica o site da Família
Igunaidae, onde também é lembrado
que quase todas habitam no “novo mundo”
americano, salvo algumas exceções em
Madagáscar e Fidji. E também advertem
que sua variedade é muito ampla.
Na sua maior parte são
pequenas, o que contraria o estereótipo de
um réptil de tamanho contundente. Trata-se
de um grupo que, do ponto de vista da qualificação
científica, tem um “complicado desenho”,
segundo o site La
Iguana. “As iguanas compreendem espécies
que medem de 7,5 centímetros de comprimento
a até dois metros. Podem ser carnívoros,
herbívoros, onívoros ou alimentar-se
de insetos.”
“Quanto à reprodução,
a maior parte é ovípara, mas há
exceções que parem suas crias (ovovíparas),
como é o caso do Phrynosoma douglassi”,
explica o site sobre os Iguanidos.
A imagem mais popular da iguana corresponde à
iguana
verde, que também é a preferida
pelos criadores. “Têm grande semelhança
com os dinossauros, mas seu caráter dócil
conquista muita gente”, afirma o site brasileiro
O
mais popular.
Porém, além
dos que estão interessados nas iguanas como
espécies ou mascotes, há os que lutam
por sua proteção. Estes animais podem
ser vítimas tanto das alterações
em seu hábitat quanto da depredação,
por exemplo, por parte de quem comercializa sua carne
ou seus ovos indiscriminadamente. Na Internet há
inúmeros casos como o da iguana
la mona ou a iguana
de Utila, que são alvo de campanhas para
aumentar sua proteção.
A
iguana (espanhol)
Iguana
(português)
Iguanas
(espanhol)
Iguana
verde: biologia (inglês)
Iguana
de La Mona (espanhol)
Proteção
da iguana de Utila (espanhol)
Iguana
rinoceronte (inglês)
Familia
iguanidae (inglês)
Iguana links
(inglês)
As zonas úmidas
As regiões da Terra classificadas
como zonas úmidas têm um elemento em
comum: a água. Trata-se de ecossistemas muito
produtivos, essenciais para a conservação
da biodiversidade. Por isso, não é de
se estranhar que haja múltiplas campanhas para
defendê-los da degradação e do
desaparecimento.
A Convenção
Ramsar sobre as zonas úmidas, um tratado
internacional subscrito no Irã, em 1971, define
estes ecossistemas como zonas onde existe água
de maneira permanente ou temporária, com profundidade
inferior a seis metros. Esta convenção
tem a adesão de 136 países que abrigam
em seus territórios 1.284 zonas úmidas
que equivalem a 108 milhões de hectares, afirma
o site da Ramsar.
Uma página do Programa
das Nações Unidas para o Meio Ambiente
(Pnuma) sobre zonas úmidas destaca que
sua definição inclui “charcos,
mangues, pântanos, rios, estanques de água
salgada, estuários e águas costeiras
de pouca profundidade”.
Estima-se que cobrem 6% da superfície terrestre.
“As zonas úmidas são um dos ecossistemas
mais produtivos do mundo, mantêm cerca de 40
espécies de peixes e de muitas outras espécies,
incluindo as aves aquáticas. Junto com florestas
chuvosas, as zonas úmidas também são
os ecossistemas mais ameaçados, devido à
sua transformação, desenvolvimento e
contaminação”, diz a página
do Pnuma.
Sob os auspícios da Convenção
Ramsar, desde 1997 comemora-se o Dia
Mundial das Zonas Úmidas, em 2 de fevereiro,
a fim de conscientizar sobre a importância destes
ecossistemas. Em 2003, a mensagem foi que sem zonas
úmidas não haverá água.
A situação de perigo das zonas úmidas
gerou reações em todo o mundo.
A organização Wetlands
International, especialmente dedicada à
sua defesa, adverte que sua missão é
“manter e restaurar as zonas úmidas,
seus recursos e sua biodiversidade para as futuras
gerações”.
“Diversas atividades humanas
requerem os recursos naturais fornecidos pelas zonas
úmidas e, portanto, dependem da manutenção
de suas condições ecológicas",
diz o site
sobre este assunto da Secretaria de Meio Ambiente
Sustentável da Argentina.
A Agência de Proteção Ambiental
dos Estados Unidos (EPA) lembra, ainda, que “as
zonas úmidas estão em todas as partes,
da tundra ao trópico, com exceção
da Antártida”. O destino destes ecossistemas
costuma estar na agenda de debates sobre desenvolvimento
sustentável e proteção ambiental.
Durante o primeiro semestre deste ano os especialistas
chamaram a atenção para a deterioração
que causaria às zonas úmidas o conflito
no Iraque.
Pnuma:
Convenção relativa às zonas úmidas
(espanhol)
Convenção
Ramsar
Dia
Mundial das Zonas Úmidas 2003 (espanhol)
Zonas Úmidas
Internacional (Wetlands International, em inglês)
Definições
e conceitos sobre zonas úmidas (espanhol)
O
Éden na linha de fogo (português)
EPA: zonas
úmidas (inglês)
UICN Mesoamérica:
zonas úmidas, água e zonas costeiras
(espanhol)
O
que são zonas úmidas (espanhol)
Links
sobre zonas úmidas (inglês)
Convenção
de Ramsar (português)
Zonas
Protegidas no Brasil (português)
Áreas
Alagáveis (português)
Dia Mundial 2003
O Dia Mundial do Meio Ambiente
2003 está dedicado a um elemento crucial para
o futuro da civilização: a água.
E a mensagem desta jornada de conscientização
é que devemos fazer o possível para
conservar este recurso natural e melhorar sua distribuição
no mundo. A celebração do Dia Mundial
do Meio Ambiente, todo 5 de junho, acontece em diversos
lugares do mundo com atos ou celebrações
que têm o objetivo comum de convocar as pessoas
a se envolverem na proteção da natureza
e na busca do desenvolvimento sustentável.
Anualmente, o Pnuma elege uma
sede mundial para a celebração desta
data, que neste ano será Beirute, no Líbano,
e pela
primeira vez em um país árabe. “O
objetivo é que todos contribuam para conservar
a mais valiosa fonte de vida de nosso planeta",
diz a página principal do Programa das Nações
Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma) sobre
o Dia Mundial 2003 dedicado à água.
Esse mesmo site ressalta que
dois bilhões de pessoas sofrem por não
terem acesso a água. A escolha deste tema para
o Dia Mundial coincide com o chamado da Organização
das Nações Unidas para celebrar durante
2003 o Ano
Internacional da Água Doce. O chamado à
ação para dar a esse recurso um uso
sustentável adverte que se trata de “um
ano de oportunidades”.
O Dia Mundial do Meio Ambiente
foi designado pela ONU em 1972, mesmo ano em que foi
realizada na Suécia a Conferência
das Nações Unidas sobre o Meio Ambiente
Humano, a primeira reunião mundial dedicada
exclusivamente a tratar do problema da degradação
dos recursos naturais e do hábitat.
A
página do Pnuma em espanhol indica que
esse dia “pode ser celebrado de muitas maneiras",
com lançamento de campanhas, atividades culturais
ou esportivas, ou de caráter ecológico
como a plantação de árvores.
“Em vários países, este evento
anual é utilizado para exigir ações
e atenção política”.
“Examinamos a situação em que
se encontra nosso meio ambiente.
Consideramos cuidadosamente as
ações que a cada ano um de nós
deve realizar, para depois nos dirigirmos à
nossa tarefa comum de preservar a vida na terra com
decisão e confiança”, diz a página
sobre esse assunto da Secretaria
de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável
da Argentina.
As organizações
ambientais, como a União Internacional para
a Natureza (UICN),
também aproveitam este dia para convocar os
cidadãos à ação. E no
caso da água, a ação é
a chave para garantir um futuro sustentável.
Pnuma:
Dia Mundial do Meio Ambiente 2003 (espanhol)
Pnuma: Dia
Mundial do Meio Ambiente (inglês)
Pnuma:
Pela primeira vez em um país árabe
(espanhol)
Pnuma:
Celebrações da ONU em torno do meio
ambiente (espanhol)
ONU:
Ano Internacional da Água Doce (espanhol)
Onu.org:
Dias especiais da ONU (espanhol)
Terramérica:
a água em que vivemos (espanhol)
Secretaria
de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável
da Argentina: Dia Mundial (espanhol)
UICN:
Comemoração do Dia do Meio Ambiente
(inglês)
Conferência
das Nações Unidas sobre o Meio Ambiente
Humano (inglês)
Política ambiental dos
Estados Unidos
A política ambiental dos
Estados Unidos é relevante para o mundo inteiro,
tanto pelo impacto ecológico que causa uma
economia dessa magnitude e nível de consumo
quanto pelo papel de protagonista internacional dessa
nação. Mas, qual é a política
ambiental dos Estados Unidos? E qual é o selo
particular que seu governo imprime? Que tipo de legislação
rege ou regerá nesse país? Um bom dado
para iniciar a exploração é a
Internet.
O atual governo dos Estados Unidos,
liderado por George W. Bush, já protagonizou
várias controvérsias ambientais. Talvez,
a mais comentada tenha sido sua negativa em subscrever
o Protocolo de Kyoto, um tratado internacional que
determina ações para combater o fenômeno
da alteração climática. Bush
afirma que “nosso ar é mais limpo, nossa
água é mais pura e nossas terras e nossos
recursos naturais estão melhor protegidos”
do que há 30 anos, segundo comentário
presidencial incluído no site do governo norte-americano
para o Dia da Terra,
comemorado em 22 de abril.
O principal organismo dos Estados
Unidos para o setor é a Agência
de Proteção Ambiental (Epa), que
conta com cerca de 18 mil funcionários para
fazer seu trabalho. “Nossa missão é
complexa, mas nossa meta é simples: buscamos
que nosso ar seja mais limpo, nossa água mais
pura e que nosso território esteja melhor protegido”,
diz o site da Epa. Também é possível
encontrar detalhes sobre a política ambiental
do governo na própria Casa Branca. No site
do escritório presidencial há uma seção
especial referente à visão do presidente
sobre o meio ambiente, decisões, discursos
e outros materiais. A Casa Branca também abriga
a informação do Conselho
para a Qualidade do Meio Ambiente, que participa
ativamente da definição de estratégias
e políticas no setor.
Do lado do Poder Legislativo,
no Congresso dos Estados Unidos é possível
ter acesso a informação especializada
como as fornecidas pelo Comitê
de Energia e Comércio da Câmara Baixa,
ou os Comitês
de Meio Ambiente e Obras Públicas e Energia
e Recursos Naturais do Senado. Nestas instâncias
são analisados e discutidos os projetos de
lei. Quem procura mais informação encontrará
links da Internet para site relacionados com a política
ambiental, informações como as do AmericanScan
do Serviço de Notícias Ambientais, conhecido
por sua sigla como ENS,
ou mesmo a Ata
Sobre Política Ambiental Nacional (Nepa).
Epa
- Agência de Proteção Ambiental
dos Estados Unidos
Casa
Banca: Compromisso do Presidente com a proteção
ambiental
Governo dos
Estados Unidos: Dia da Terra
Conselho
para a Qualidade Ambiental
Ata
sobre Política Ambiental Nacional (Nepa)
Comitê
sobre Energia e Comércio da Câmara Baixa
Comitê sobre
Ambiente e Obras Públicas do Senado
Comitê sobre
Energia e Recursos Naturais do Senado
Links
da Internet: política ambiental dos Estados
Unidos
ENS,
Serviço de Notícias do Meio Ambiente
Legislação e direito
ambiental
A necessidade de proteger o meio
ambiente provocou em todo o mundo o surgimento de
uma legalidade ambiental representada por leis, acordos,
normas, decretos e tratados, de aplicação
nacional ou internacional, que demandam um alto grau
de capacitação por parte dos especialistas
em direito. Grande parte dessa legislação
foi produzida durante os últimos 30 anos ao
amparo de uma crescente preocupação
pelo destino do planeta Terra.
Embora a efetividade de alguns
instrumentos que integram essa legalidade às
vezes seja colocada em dúvida, sua simples
existência serve de ferramenta ou argumento
para milhares de cruzadas ambientais que em um passado
não muito remoto careciam dessa sustentação.
No mundo atual há uma
grande quantidade de acordos
internacionais, leis e outros documentos legais
relacionados com o uso e a conservação
dos recursos naturais e com o meio ambiente em geral,
e isso se vê refletido na Internet, onde os
recursos são muitos, em geral destinados
a especialistas em direito ambiental.
Há serviços como
o Ecolex, uma
base de dados internacional gerenciada com apoio do
Programa das Nações Unidas para o Meio
Ambiente (Pnuma) e a União Mundial para a Natureza
(IUCN), que oferece informação sobre
legislação ambiental de todo o mundo.
Parte dos recursos dessa base
de dados é fornecida pela Faolex,
da Organização das Nações
Unidas para a Agricultura e a Alimentação
(FAO), descrita como “a mais completa coleção
em versão eletrônica de legislação
nacional e tratados internacionais sobre alimentação,
agricultura e recursos naturais renováveis”.
Nos dois casos é possível
fazer buscas diretamente pela Internet. Outro importante
recurso de informação de alcance internacional
é o Entri,
um projeto de colaboração internacional
com informação sobre tratados e legislações
relacionados com o meio ambiente em nível mundial.
Como ocorre em outros níveis
do campo legal, a aplicação da legalidade
ambiental na realidade não é fácil,
e por isso existem também instrumentos que
apóiam o desenvolvimento desse setor, como
o Programa
de Direito Ambiental do Pnuma na América
Latina e no Caribe, que dá assistência
técnica e capacitação.
No caso do Centro para a Legislação
Ambiental Internacional (CIEL), também se busca
facilitar a comparação entre diversas
legislações do mundo. Esta instituição
procura ajudar a “resolver os problemas ambientais
e promover sociedades sustentáveis através
da aplicação da lei”.
O caso específico
da legislação disponível na América
Latina tem sido estudado e podem ser encontradas comparações,
bem como informação sobre as leis de
cada país, em publicações como
o “Informe
sobre o desenvolvimento do direito ambiental latino-americano”
do Pnuma. No site do Pnuma também é
possível revisar uma análise do desenvolvimento
desta legislação regional “Do
Rio a Johannesburgo”, referente às
cúpulas mundiais sobre meio ambiente e desenvolvimento
sustentável de 1992 e 2002.
Pnuma:
Direito e políticas ambientales (espanhol
)
Pnuma:
Informe sobre o desenvolvimento do direito ambiental
latino-americano (espanhol)
Pnuma:
Do Rio a Johannesburgo, perspectivas do direito ambiental
na América Latina (espanhol)
Entri:
Recursos sobre tratados ambientais (inglês)
Ecolex: porta de
entrada para a informação sobre legislação
ambiental (inglês)
Faolex
(em vários idiomas)
Acordos
internacionales (espanhol)
Ciel: Centro para a
Legislação Ambiental Internacional
(inglês)
Hieros Gamos:
links sobre legislação ambiental internacional
(inglês)
Rede
sobre legislação ambiental (inglês)
Glossário
de Direito Internacional (português)
Genoma humano
O Projeto do Genoma Humano deu
início, há 13 anos, a uma missão
titânica: decifrar nossa seqüência
genética. Em meados de abril deste ano, chegou
o anúncio: fora completada a elaboração
de quase a totalidade desse mapa, fato que influirá
no futuro da civilização. Os sites de
informação
sobre o Projeto do Genoma Humano, como o do Departamento
de Energia dos Estados Unidos, destacaram que
o anunciou foi feito 50 anos depois de comunicada
a descoberta da dupla hélice do ADN, essencial
para o desenvolvimento da genética.
“O Projeto do Genoma Humano
é o trabalho de caráter científico
mais ambicioso concebido pelo ser humano em todos
os tempos. Isto soa como uma declaração
prepotente, mas em alguns anos será a história,
provavelmente, que nos dará razão”,
diz um glossário
em espanhol divulgado pelo site do governo norte-americano
Genome.gov.
O glossário recorda que o objetivo do Projeto
foi decifrar a seqüência dos três
bilhões de pares de bases que formam o ADN
humano. “Não é um exagero pensar
que este projeto mudará a história e
o modo de fazer ciência”, acrescenta.
A importância da genética
nos tempos modernos está fielmente refletida
na Internet. Basta buscar no diretório Yahoo!,
recorrer às listas de links
especializados, ou solicitar especificamente dados
sobre o Projeto
do genoma... Há uma quantidade enorme de
sites com informação sobre o assunto.
Em muitos destes sites pode-se encontrar a notícia
sobre a complementação da seqüência
do mapa por parte do Projeto do Genoma Humano, divulgada
pela imprensa em 15 de abril, que abre caminho para
uma série de pesquisas sobre as aplicações
do conhecimento genético no futuro.
E sabemos que a genética
é um tema que aparece com freqüência
nos noticiários,
há alguns anos. Há dois anos, a empresa
privada Celera
anunciou que havia conseguido a primeira seqüência
do genoma, fato que causou impacto na opinião
pública. Essa companhia, que usa esse mapa
com fins lucrativos, contou entre os insumos de sua
pesquisa com informação copilada previamente
pelo Projeto do Genoma Humano. A informação
do Projeto, que envolveu diretamente 18 laboratórios
de seis países, é de caráter
público e até o momento foi consultada
por pesquisadores de aproximadamente 120 nações.
O auge da genética em
nosso tempo é evidente. São freqüentes
os anúncios de descobertas no trabalho de decifrar
os segredos dos seres vivos, em sua manipulação
e clonagem. E também são comuns os debates
sobre os alcances éticos que implica obter
esse conhecimento. Os defensores do desenvolvimento
da genética argumentam que, no caso dos humanos,
servirá para identificar
alterações malignas causadoras de
enfermidades ou má-formações.
Os críticos do desenvolvimento destas pesquisas
temem a manipulação da informação
genética para exercer controle sobre a humanidade
e sua natureza. Mais além do debate, há
uma realidade: o conhecimento dos genes chegou para
ficar.
Informação
sobre o Projeto do Genoma Humano (inglês)
Glossário
de termos genéticos (espanhol)
BBC:
decodificando a humanidade (espanhol)
Abrindo
um caminho genético (espanhol)
Genome.gov
dos Estados Unidos: Projeto do Genoma Humano (inglês)
O
Mundo: Alfabeto da espécie humana (espanhol)
Diretório:
Links para o mundo da genética (inglês)
Diretório:
Links sobre o Projeto do Genoma Humano (inglês)
Yahoo!
em inglês: Genética
Celera (inglês)
Genoma:
O código da vida (português)
Decodificando
a humanidade (português)
Projeto
Genoma Humano (português)
Declaração
Universal sobre o Genoma Humano e os Direitos Humanos
(português)
O
Projeto Genoma Humano (português)
Hidrogênio
A menção do hidrogênio
agora evoca o futuro: pesquisas realizadas ao longo
de todo o mundo exploram a possibilidade de utilizá-lo
como combustível para a geração
de energia, pois é abundante e seu uso, segundo
afirmam, teria um impacto positivo no meio ambiente.
“O hidrogênio é um elemento químico
de número atômico 1. À temperatura
ambiente é um gás inflamável,
incolor, inodoro e o mais leve. É o elemento
químico mais abundante do universo. Faz parte
de inúmeras substâncias, como, por exemplo
a água”, lembra uma ficha
colocada na Internet.
Essa abundância, que contrasta
com a limitada existência dos combustíveis
fósseis utilizados atualmente, e suas qualidades
ambientais, geram um grande entusiasmo pelo hidrogênio,
que se traduz em uma enorme quantidade de informação
disponível na Internet, desde conferências
acadêmicas até as ofertas de empresas
pioneiras no setor. O site sobre Tecnologia
do Hidrogênio recorda que as propriedades
combustíveis são conhecidas há
cerca de um século. E, de fato, este elemento
é utilizado com esse propósito, por
exemplo, em combustíveis de veículos
espaciais.
As novas pesquisas buscam fórmulas
para permitir um uso muito maior do hidrogênio.
“Como pode ser obtido de uma enorme gama de
fontes domésticas, o hidrogênio poderia
reduzir os custos econômicos, políticos
e ambientais dos sistemas de energia”, acrescenta
esse site. Em outra página da Internet sobre
o hidrogênio
como portador de energia, destaca-se seus benefícios
para o meio ambiente. “Não produz contaminação
nem consome recursos naturais. O hidrogênio
é retirado da água e depois se oxida
e volta à água. Não há
produtos secundários nem tóxicos de
nenhum tipo que possam ser produzidos neste processo”.
Seu uso para a produção
de energia capaz de realizar ações tão
freqüentes no mundo moderno como impulsionar
automóveis,
se daria através de uma pilha ou célula
que, segundo um especial
do portal Terra, é semelhante a uma bateria,
embora “não se esgote nem seja preciso
recarregar”, mas que se mantém em funcionamento
através de um processo de combustão
fria à base de... hidrogênio. “A
célula de combustível consiste em dois
eletrodos que envolvem um eletrólito. O oxigênio
circula através de um eletrodo e o hidrogênio
do outro e geram eletricidade, água e calor”,
diz uma das principais fontes sobre este tema: Fuelcells.org.
Há grande quantidade de
atores participando da busca de fórmulas que
tornem economicamente
viável o uso do hidrogênio, incluindo
empresas petrolíferas e montadoras de automóveis.
Um dos grandes desafios é encontrar uma maneira
de separar este elemento a um custo que permita utilizá-lo
em grande escala. Também deverá comprovar-se
que seu uso maciço é seguro. Para conseguir
concretizar a promessa do “petróleo do
futuro” são necessários grandes
investimentos que, apenas nos Estados Unidos, deveriam
chegar aos US$ 100 bilhões, segundo informa
o Worldwatch
Institute.
O
hidrogênio como portador de energia (espanhol)
Tecnologia
do hidrogênio (espanhol)
Terra:
Hidrogênio, limpo e fácil (espanhol)
Automóveis
que usam hidrogênio (inglês)
Especial
Wired: o hidrogênio pode salvar os Estados Unidos
(inglês)
Worldwatch
Institute: hidrogênio (inglês)
O
alvorecer da economia do hidrogênio (artigo
em espanhol)
Associação
do Hidrogênio dos Estados Unidos (inglês)
Pilhas ou células
de combustível: Fuelcells.org (inglês)
O
que é o hidrogênio (ficha, em espanhol)
Banco
de Experiências - Hidrogênio Combustível,
Poluição Zero (português)
Banco
de Experiências - Célula de Combustível
(português)
Centro
Nacional de Referência em Energia do Hidrogênio
(português e inglês)
Hidrogênio
(português)
Hidrogênio:
o combustível do século XXI (português)
Fontes
Energéticas Renováveis - Energia do
Hidrogênio (português)
Aves em perigo
As aves estão representadas
em nosso planeta por cerca de 9700 espécies
conhecidas. Representam uma parte importante da biodiversidade
terrestre, mas a notícia ruim é que
aproximadamente 12% estão ameaçadas
de extinção. Uma organização
dedicada especialmente a promover a conservação
das aves, a BirdLife
International, destaca que 1186 espécies
integram a lista das “ameaçadas”.
E alguns detalhes podem ser consultados através
de um buscador
especial existente em seu site.
O site
“Aves Ameaçadas” alerta que
182 dessas espécies enfrentam um perigo crítico,
o que implica apenas 50% de oportunidades de sobreviverem
na próxima década. Além disso,
recorda que a extinção é para
sempre. Nesse site, o desmatamento de florestas, o
uso de terras para cultivo, a caça, a deterioração
dos mangues, o comércio de espécies
e a introdução de novos depredadores,
são apontados como ameaças para as aves.
Na Lista
Vermelha publicada pela União Internacional
para a Natureza (UICN), considerada a principal fonte
de informação sobre espécies
ameaçadas pela extinção, há
um buscador que registra mais de duas
mil entradas quando é consultado através
da palavra genérica “aves”. A situação
das aves não é alheia à Internet,
onde há inúmeros sites que explicam
a natureza desses seres vivos. Além disso,
há importantes organizações nacionais
e sociedades de conservação, como a
Audubon da Venezuela.
Também é
possível encontrar projetos internacionais
em favor de sua proteção, como o estabelecimento
de territórios denominados “área
de importância para a conservação
das aves”, ou Aica, em países como a
Colômbia. “As aves, provavelmente originadas
em algum grupo de répteis durante o período
jurássico (era Mesozóica), há
cerca de 200 milhões de anos, são os
únicos organismos com o corpo coberto de penas”,
lembra um site sobre a ecologia destes seres. Além
disso, há outro dado crucial: “todas
as aves nascem de ovos”.
Birdlife
International (inglês)
Birdlife:
buscador de espécies de aves ameaçadas
(inglês)
Aves
ameaçadas (inglês)
Lista
Vermelha da UICN: O que é (espanhol)
Lista
Vermelha: Busca de 'aves' (inglês)As
aves (espanhol)
Real Sociedade para
a Proteção das Aves do Reino Unido
(inglês)
Áreas
importantes para a conservação das aves
na Colômbia (espanhol)
Audubon da Venezuela
(inglês)
Conecte-se:
A arte de voar (português)
Atualidades Ornitológicas
(português)
Centro de Estudos
Ornitológicos (português)
Guia
Online das Aves do Brasil (português)
Sociedade Brasileira
de Ornitologia (português)
Projeto
Aves (português)
Mesopotâmia
Na Mesopotâmia, que significa
“terra entre rios”, floresceram as primeiras
civilizações humanas. Milhares de anos
depois, esse território é conhecido
pelo nome de Iraque, um lugar onde os ecos da guerra
ameaçam os vestígios de uma história
milenar. A história da Mesopotâmia
tornou-se um tema atual depois da divulgação
de notícias, muitas pela televisão,
sobre a destruição e o saque de sítios
arqueológicos e coleções históricas,
incluindo as do Museu Nacional iraquiano, em Bagdá.
Desde o início do conflito,
a Organização
das Nações Unidas para a Educação,
a Ciência e a Cultura (Unesco) alertou para
a necessidade de se proteger de forma especial o patrimônio
histórico do Iraque, mas tudo parece indicar
que a história não era uma prioridade
neste conflito moderno. Na própria Unesco destaca-se
qual é a importância dos vestígios
históricos da Mesopotâmia: foi uma cunha
de civilizações de grande relevância
que representaram a transição da pré-história
para a história da humanidade.
A geografia
da Mesopotâmia foi determinante para que
se produzisse o surgimento das primeiras culturas
nessa região, cerca de nove mil anos antes
de Cristo. Os rios Tigre e Eufrates, que circundam
o território, ofereceram condições
ótimas para um desenvolvimento capaz de mudar
o curso da história: a agricultura. “A
chegada da agricultura às férteis planícies
da Mesopotâmia começou a transformar
a, até então, selvagem, errante ou nômade
sociedade humana na primeira sociedade sedentária
e civilizada”, lembra o site “Presos
nos mundos do passado”.
A partir de aproximadamente 3500
anos antes de Cristo começaram a deixar seus
rastros na Mesopotâmia sumérios,
acádios, assírios e babilônicos.
E sabemos que nessa região se conheceu a escrita,
a matemática, a roda, a arquitetura, a astronomia,
o dinheiro, a irrigação artificial e
as leis. E, ainda, que floresceram em diversas épocas
cidades-Estado. E, naturalmente, que há milhares
de anos é cenário de guerras. Os nomes
de cidades como Ur ou Nippur, de heróis lendários
como Gilgamesh, do Código
de Hammurabi, dos espantosos edifícios
conhecidos com zigurats, provêm da Mesopotâmia
antiga.
Episódios míticos
como os do dilúvio ou a perda dos idiomas na
Torre de Babel tiveram por cenário essa região.
“Este amplo legado cultural foi a base das civilizações
seguintes, Grécia e Roma, e também do
que somos atualmente”, lembra o site
educativo de Icarito. Na Internet há inúmeras
informações sobre a Mesopotâmia
antiga, desde livros transcritos a coleções
de fotos e quadros, ou ensaios sobre sua história.
O ponto de partida pode ser uma
boa coleção de links para usar o
ciberespaço como ponte para o passado...
Unesco:
Iraque (inglês)
Mesopotâmia
- Presos nos mundos do passado (espanhol)
Recursos
da Internet sobre a antigüidade: Mesopotâmia
(inglês)
Mesopotâmia
- História (educativo, espanhol)
A
web do império sumério (espanhol)
Mesopotâmia:
Cronologia da história (inglês)
Mesopotâmia:
Links da Internet para páginas sobre sua história
(inglês)
O
código de Hammurabi (espanhol)
O
código de Hammurabi: contexto histórico
e geográfico (portal, português)
Mesopotâmia
antiga: dados básicos (inglês)
A
Mesopotâmia (português)
Cenas
da Mesopotâmia (português)
Babilônia
- Brasil (português)
Gazeta
Mesopotâmica (português)
Introdução
à Arte Mesopotâmica (português)
Mitologia
Mesopotâmica (português)
Pneumonia atípica
O surto de pneumonia atípica,
cujos primeiros casos foram detectados na Ásia,
converteu-se, em poucas semanas, em notícia
que gera manchetes em todo o mundo, talvez por ser
muito contagiosa, misteriosa, capaz de causar a morte
e, além disso, pode viajar de avião.
A doença é conhecida tecnicamente como
Síndrome Respiratória Aguda e Severa
(SRAS), embora também costume aparecer com
sua sigla em inglês, SARS, ou como SRAG, sigla
de Síndrome Respiratória Aguda Grave,
terminologia
usada pela Organização Panamericana
da Saúde (OPS).
“Trata-se de uma pneumonia
atípica de etiologia desconhecida, identificada
no final de fevereiro de 2003”, diz
o site especial criado pela Organização
Mundial da Saúde (OMS) sobre SRAS, provavelmente
o principal centro de informação sobre
o tema na Internet. A OMS coordena os esforços
para dar apoio epidemiológico, clínico
e logístico aos países que solicitarem,
segundo afirma o site. Uma missão da OMS viajou
este mês para a China a fim de investigar a
origem dessa pneumonia atípica, que em poucas
semanas acumulou registros de casos em diversos lugares
do mundo, embora a maioria concentrada na Ásia.
Na Internet foi possível
notar logo os efeitos desse surto de pneumonia atípica
e do alerta lançado pela OMS. Os sites com
informação sobre a SRAS proliferaram
através da rede, como
demonstra este diretório de links preparado
no Canadá, um dos países onde foram
detectados vários casos da doença. O
potencial de transmissão é alto.
A OPS pediu aos países americanos para estarem
alertas. “Temos que fortalecer nossa vigilância
epidemiológica, manter o fluxo da informação
e pedir aos nossos países que estejam alertas
e informem imediatamente qualquer caso suspeito”,
afirmou o diretor-adjunto da organização,
David Brandling-Benett.
“Os pacientes com SRAS
podem transmitir a doença a pessoas com quem
têm contato próximo, em casa ou o pessoal
médico. Não se sabe quanto tempo antes
ou depois do aparecimento dos sintomas o paciente
com SRAS pode transmitir a doença a outras
pessoas”, alertou o Centro
de Controle de Enfermidades dos EUA.
Um site especial do Governo
de Hong Kong, uma das regiões onde foram
registrados mais casos, pede aos seus cidadãos
que adotem medidas especiais, como o uso de máscara
cirúrgica. Entretanto, a notícia gerou
interesse dos meios de comunicação durante
semanas. O The
NewYork Times tem uma espécie de seção
especial sobre o assunto. O Yahoo!
em Espanhol tem uma cobertura que diariamente
registra novas manchetes da imprensa em espanhol.
E uma busca
de notícias no Google indicou, um dia qualquer,
cerca de 50 mil resultados sobre a doença.
OMS:
SARS (inglês)
SARS:
recursos de informação na Internet
(inglês)
OPS:
Síndrome Respiratória Aguda e Grave
(espanhol)
OPS
adverte sobre pneumonia (espanhol)
CDC
dos Estados Unidos.: Guia temporal de precauções
(espanhol)
Yahoo!
em espanhol: Pneumonia atípica
The
New York Times: Especial sobre SARS (inglês,
requer inscrição gratuita)
Google
Notícias: SARS (inglês)
Serviço
de vigilância epidemiológica espanhol:
Sintomas e tratamento de SRAS (espanhol)
Governo
de Hong Kong: Pneumonia atípica (inglês)
Centro
de Informação em Saúde para Viajantes:
Síndrome Respiratória Aguda Grave (português)
Paciente
On Line: O que é a SARS? (português)
Emergência humanitária
A guerra no Iraque provoca uma
emergência humanitária que afeta 27 milhões
de pessoas. O conflito tem evidentes repercussões
sobre uma população civil assediada
por problemas de saúde, alimentação,
água ou abrigo, quando não é
atingida por bombas ou balas. Essa crise humanitária
gera uma mobilização internacional em
busca de apoio e recursos para lançar operações
que permitam aliviar seus efeitos.
A Organização
das Nações Unidas (ONU) já
advertiu, ao iniciar uma ofensiva em favor da população
civil iraquiana, que serão necessários,
pelo menos, US$ 2,2 bilhões para amenizar a
emergência. Dessa quantia, cerca de US$ 1,3
bilhões seriam destinados a uma gigantesca
operação de fornecimento de víveres
encabeçada pelo Programa Mundial de Alimentos
(PMA, ou WFP na sigla em inglês). Em
sua página web sobre a guerra no Iraque o PMA
alerta: “Esta pode converter-se na maior operação
humanitária da história”.
O alarme gerado pelas dimensões
que pode alcançar a emergência humanitária
tem seqüelas visíveis na Internet, onde
agências especializadas da ONU, organizações
internacionais e uma verdadeira avalanche de informações
jornalísticas abordam o tema e dão detalhes
sobre suas características e alcance. O site
do Centro
de Informação Humanitária
sobre o Iraque recopila parte desta informação,
enquanto no diretório do Yahoo! é possível
encontrar uma seção especial com links
para páginas de organizações
dedicadas ao assunto.
O escritório do Alto
Comissariado das Nações Unidas para
os Refugiados (Acnur) tem uma operação
especial em países vizinhos, à espera
de cerca de 600 mil pessoas que podem deixar o Iraque
por causa desta guerra. Por sua vez, o Fundo
das Nações Unidas para a Infância
(Unicef) também lançou um alerta
ao mundo: “As crianças do Iraque são
atingidas pela guerra pela terceira vez em 20 anos”.
Quase a metade dos habitantes desse país tem
menos de 20 anos, e serão necessários
pelo menos US$ 166 milhões para poder oferecer-lhes
ajuda.
O Unicef informa em sua página
sobre o Iraque que tem 200 pessoas trabalhando
nesse país em guerra. A Organização
Mundial da Saúde (OMS) também tem
uma seção especial sobre o Iraque na
qual anuncia que são necessários recursos
superiores a US$ 300 milhões para enfrentar
as conseqüências da guerra para a saúde
das pessoas.
Na Internet também é
possível encontrar informação
da Cruz
Vermelha Internacional, que também adverte
sobre a necessidade de respeitar os acordos internacionais
no tratamento de prisioneiros de guerra, e da Human
Rights Watch, que expressa sua preocupação
pelas violações dos direitos humanos
como conseqüência do conflito bélico.
ONU:
Iraque (inglês, francês, árabe)
Programa
Mundial de Alimentos: crise no Iraque (inglês)
Acnur:
Emergência no Iraque (inglês)
Acnur:
página em espanhol sobre o Iraque
Unicef:
Iraque (inglês)
OMS:
a situação no Iraque (inglês,
espanhol, francês)
Iraque:
Centro de Informação Humanitária
(inglês)
Comitê
Internacional da Cruz Vermelha: Guerra no Iraque
(espanhol)
Human
Rights Watch: Iraque (inglês)
Yahoo!:
Iraque: Ajuda humanitária (diretório
de sites)
O
trabalho do UNICEF no Iraque (português)
Anistia
Internacional: As Pessoas em Primeiro Lugar (português)
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