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Gases que esgotam o ozônio |
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Responsáveis pela destruição da barreira que protege o planeta de prejudiciais raios solares, os gases que esgotam o ozônio são amplamente utilizados, sobretudo em países em desenvolvimento.
Existem importantes avanços no controle dos gases responsáveis pela destruição da barreira que protege o planeta de prejudiciais raios solares. Mas o combate deve acontecer por longo tempo: os clorofluorcarbonos (CFC) e os halogênios, por exemplo, podem permanecer na atmosfera entre 50 e 65 anos.
1. Quais os principais gases prejudiciais para o ozônio?
R. Os mais conhecidos e de maior consumo são os clorofluorcarbonos (CFC), utilizados em refrigeração e ar condicionado e ainda como gases propulsores em aerossóis e recipientes descartáveis. Também afetam o ozônio dois gases usados como solventes em aplicações industriais: o clorotetracloreto de carbono e o metil clorofórmio. E figuram na lista o brometo de metilo usado como fumigador de múltiplas aplicações e os halogênios utilizados em extintores de incêndio.
2. Como afetam a camada de ozônio?
R. Uma vez emitidos, estes gases se misturam com a atmosfera e flutuam até a estratosfera, onde a radiação dos raios ultravioletas rompe suas ligações químicas. Então, liberam cloro e brometo, que contribuem para a destruição das moléculas de ozônio. Atualmente, o desgaste do ozônio se dá a um ritmo maior do que sua regeneração natural.
3. Quais são seus efeitos ambientais e na saúde?
R. A destruição da camada de ozônio leva à perda da fina barreira natural que a Terra tem diante dos raios prejudiciais do Sol denominados ultravioleta (UV), sobretudo os do tipo B (UVB), que são os mais agressivos. Uma exposição maior aos UVB pode causar danos à vista (catarata) e câncer de pele (melanoma) e suprimir a eficiência do sistema imunológico do corpo humano. Os UVB também podem causar mudanças na composição química de várias espécies de plantas, cujo resultado seria uma redução das colheitas e prejuízos nas florestas.
4. O prejuízo à camada de ozônio pode ser revertido?
R. Se hoje deixar-se de emitir gases que destróem a camada de ozônio, estima-se que os processos naturais a restaurariam em cerca de um século e meio. Gases como o CFC e os halogênios podem permanecer na atmosfera entre 50 e 65 anos.
5. Quais os maiores consumidores de CFC?
R. Estados Unidos (2,805 tonelada ODP*) lideram o consumo entre os países desenvolvidos. Brasil (6,231 ton ODP), China (33,923) e Coréia do Sul (6,724) responderam por 46% do total consumido pelos países em desenvolvimento em 2001.
6. Quais ações estão sendo tomadas para controlar o uso dos gases?
R. No momento são 96 substâncias químicas controladas pelo Protocolo de Montreal, em vigor desde 1987. Basicamente, busca-se cumprir uma agenda para a eliminação, redução ou substituição destas substâncias. Estima-se que sem esse Protocolo a camada de ozônio sofreria redução de 50% até 2035.
7. Tiveram sucessos os esforços para reduzir as emissões de gases que afetam o ozônio?
R. Estima-se que em 1986 o consumo mundial de CFC foi de 1,1 milhão de toneladas OPD, caindo para 110 mil toneladas ODP em 2001. Entretanto, existem novos problemas, como o tráfico ilegal de CFC e a exportação de sistemas de refrigeração com CRC para países em desenvolvimento.
* ODP: Toneladas métricas multiplicadas por um fator de Potencial de Deterioração do Ozônio.
Fontes:
http://www.epa.gov/Ozone/ods.html
http://toms.gsfc.nasa.gov/
http://www.unep.org/ozone/PressBack/Press-Backgrounder.shtml
http://www.undp.org/hdr2003/indicator/indic_316_1_1.html
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