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BRASIL: Savana desaparecerá até 2030
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RIO DE JANEIRO - O cerrado, um tipo de savana que ocupa uma vasta área central e ocidental do Brasil, pode desaparecer até 2030 se continuar o seu desmatamento atual, segundo a organização ambientalista Conservação Internacional.
Dos 204 milhões de hectares dessa savana, 57% foram desmatados para construção de represas e uso agrícola, criação de gado e extração de carvão. Até dez anos atrás, a parte desmatada era de 37%. A perda anual de 2,6 milhões de hectares de florestas reduz uma das maiores biodiversidades do mundo e ameaça 142 espécies de anfíbios, 52 das quais endêmicas, segundo o pesquisador Reuber Brandão.
O Estado de Mato Grosso é acusado de liberar o desmatamento, mas seu governador, Blairo Maggi, grande produtor de soja, alega que a exploração é de 58% da área do cerrado, menos de 65% do autorizado por lei.
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CHILE: Famílias são reassentadas em "ecobairro"
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SANTIAGO - O "ecobairro" é o novo destino de 1,7 mil famílias pobres, que em 1999 ocuparam um área de 22 hectares no município de Peñalolén, nos contrafortes das cordilheiras da capital do Chile.
O Ministério da Habitação, o Instituto de Ecologia Política e a Fundação da Família firmaram um acordo, no dia 16 de julho, para pôr em andamento esse projeto, de um ano de duração, que dotará as famílias de novas moradias definitivas, um local sadio e capacitação para defendê-lo.
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CUBA: Seca impede reflorestamento
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LA HABANA - A seca que assola Cuba impede o reflorestamento, que na década passada elevou a mais de 23% seu índice de áreas florestais.
Em 1959 esse índice era de 13,7%.
Técnicos do Ministério cubano da agricultura afirmaram ao Terramérica que não foi possível semear árvores em dez mil dos dez mil e 600 hectares de zonas montanhosas previstas no primeiro semestre de 2004.
Justamente para proteger fontes hídricas, os planos de reflorestamento abrangem zonas de proteção das 241 represas e 831 microrepresas do país.
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VENEZUELA: Dessalinização de água na Ilha Margarita
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CARACAS - A comunidade de pescadores de San Francisco, Macanao, zona mais remota e árida da venezuelana Ilha Margarita, estreará em agosto uma planta dessalinizadora para aliviar a sede desse povoado de 3,5 mil habitantes.
A dessalinização será realizada por osmose inversa, um processo de filtragem de até 500 mil litros diários, "sem ocasionar danos ao ambiente porque não se trabalha com produtos químicos e a água não é extraída diretamente do mar mas sim de poços no subsolo", explicou ao Terramérica Omar Elena, engenheiro do projeto na ilha.
Seis quilômetros de tubos abastecerão as casas, substituindo o esporádico serviço de caminhões-tanque, disse ao Terramérica Olga Umpiérrez, do Ministério do Ambiente.
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