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HONDURAS: Novas ameaças contra o sacerdote
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TEGUCIGALPA, 5 de junho (Terramérica).- O sacerdote
Andrés Tamayo não considerou as ameaças de expulsão, feitas por
habitantes e empresários da madeira, que lhe ordenaram abandonar
o departamento de Olancho no dia 31 de maio.
O ultimato aconteceu na localidade de Salamá, onde há uma semana
foi declarada uma proibição parcial do corte das florestas, cuja
preservação é a principal bandeira de luta de Tamayo, de origem
salvadorenha e nacionalizado hondurenho este ano.
O presidente de Honduras, Manuel Zelaya, se comprometeu em garantir
a vida do religioso, mas, para vários ativistas, o gesto não é suficiente.
“A vida de Tamayo está em perigo e não basta o presidente dizer
que vai protegê-la, deve mandar investigar e prender quem o ameaça
constantemente”, disse ao Terramérica Bertha Oliva, da organização
humanitária Cofadeh.
Salamá, onde Tamayo reside há 23 anos, é uma das regiões mais devastadas
pelo desmatamento ilegal e tráfico de madeira. Dados oficiais indicam
que cerca de 108 mil hecteres de florestas são cortados anualmente
no país.
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BRASIL: Zoológicos salvam espécies ameaçadas
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RIO DE JANEIRO, 5 de junho (Terramérica).-
Especialistas reclamam reforço no papel dos zoológicos na preservação
da biodiversidade, durante o 30º Congresso da Sociedade de Zoológicos
do Brasil, encerrado no dia 2, em Brasília.
O papel destes centros é crucial para a reprodução de espécies extintas
em seus hábitat originais. Um caso destacado é o de Brasília, onde
se reproduz um grupo de antílopes (Tragelaphus bustoni) que já não
existe na natureza, com vistas à sua futura reintrodução na África.
“Os zoológicos, cujo primeiro protótipo latino-americano foi criado
pelos astecas há mais de dois mil anos, eram locais de lazer contemplativo.
Há 20 anos, ampliaram seus obejtivos para a conservação, pesquisa
e educação”, explicou ao Terramérica Raul Gonzales, diretor do Zoológico
de Brasília e organizador do Congresso.
O Brasil tem 127 zoológicos, mais do que todo o resto da América
Latina, e está aumentando seu número, apesar da escassez de recursos,
afirmou.
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MÉXICO: Prêmio para estufas de lenha
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MÉXICO, 5 de junho (Terramérica).- Uma estufa
de lenha de alto rendimento e baixa contaminação, projetada no México
por grupos sociais pobres, ganhou um dos prêmios britânicos Ashden
para a Energia Sustentável.
“Tomara este reconhecimento, que é o mais importante para quem trabalha
com tecnologias sustentáveis, chame a atenção das autoridades e
desperte seu apoio”, disse ao Terramérica Omar Macera, coordenador
da equipe que projetou a estufa, chamada “Patsari”, palavra indígena
que se traduz como “a que cuida”.
No México, 25 milhões de pessoas ainda usam lenha no preparo de
alimentos, o que causa graves efeitos em sua saúde e ao meio ambiente.
A iniciativa é do não-governamental Grupo Interdisciplinar de Tecnologia
Rural Apropriada e da Universidade Autônoma do México.
Os Ashden, com prêmios em dinheiro de até US$ 60 mil, serão entregues
no dia 15 de junho, em Londres.
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ARGENTINA: Contaminados com urânio esperam
por Justiça |
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BUENOS AIRES, 5 de junho (Terramérica).- Um
casal com câncer foi aceito, este mês, como querelante pela Justiça
argentina, que investiga uma denúncia de contaminação com urânio
em águas próximas do Centro Atômico Ezeiza, na província de Buenos
Aires.
Há dois anos, Beatriz Rodríguez, de 62 anos, teve diagnosticado
câncer de mama, e seu marido, Antonio Rota, de 65 anos, câncer de
pulmão com metástase nos gânglios.
“O oncologista assegura que existe relação direta entre o urânio
e o câncer’, disse Rota ao Terramérica. Em primeira instância, o
juiz rejeitou o pedido, mas a Câmara Federal de Apelações o aceitou.
“Isto nos permitirá apresentar provas e peritos”, acrescentou.
O casal mora vizinho ao centro atômico, que está na mira da Justiça
pelos elevados índices de urânio encontrados na água das camadas
subterrâneas em sua área vizinha.
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COLÔMBIA: Vinte anos do Colégio Verde
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BOGOTÁ, 5 de junho (Terramérica).- Com apoio
do governo da Holanda, o Colégio Verde de Villa de Leyva, no departamento
colombiano de Boycá, comemorará seus 20 anos, nos dias 5 e 6 deste
mês, com um seminário denominado “A Visão sobre a Responsabilidade
e o Impacto Social dos Projetos Ambientais”.
Margarita Marino de Botero, diretora da instituição, disse ao Terramérica
que no seminário serão analisadas oito iniciativas ambientais desenvolvidas
atualmente no país, com acentuado interesse em estudar o nível de
apropriação social dos processos nelas implementados.
Alguns dos projetos em questão são as Agendas Cidadãs Regionais
da Controladoria Geral da República e a Escola de Capacitação Cidadã
do Nordeste Colombiano.
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GUATEMALA: Incentivo ao cultivo de manga
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GUATEMALA, 5 de junho (Terramérica).- Os produtores
de manga na Guatemala buscam aumentar seu cultivo, após o crescimento
de 200% das exportações na última década.
O aumento nas vendas gerou US$ 8 milhões em divisas, explicou Mônica
González, porta-voz da Associação Sindical de Exportadores de Produtos
Não-Tradicionais.
Em 1996, eram exportadas 6,9 toneladas de manga, em 2005 foram 14,2
milhões, e para este ano a previsão é de 14,5 milhões, com a introdução
da variedade ataulfo, originária do México, disse González ao Terramérica.
A Guatemala é o quinto exportador de manga da América Latina e o
primeiro da América Central, pois cerca de 200 produtores têm cerca
de sete mil hectares cultivados, segundo a Associação.
O mercado norte-americano consome 85% das exportações, explicou
Eddy Martinez, gerente da exportadora DFT.
CARACAS.- A Corporação Andina de Fomento (CAF),
braço financeiro da Comunidde Andina de Nações, fechou um acordo
com a empresa brasileira Jalles Machado, que produz álcool a partir
da cana-de-açúcar, para comprar 110 mil toneladas de créditos de
carvão.
“Em 2002, foi estabelecido um acordo e um fundo entre o governo
holandês e a CAF para comprar reduções de emissões de gases causadores
do efeito estufa, como prevê o Protocolo de Kyoto, que compromete
os países industrializados a reduzir estas emissões ou comprar reduções
em países do Sul”, recordou ao Terramérica Jorge Barrigh, do programa
de carbono da CAF.
A co-geração de energia na Jalles Machado produz bônus de carvão,
ao reduzir o uso de combustíveis fósseis em unidades termoelétricas.
O valor da operação não foi informado, por ser uma cláusula confidencial
do contrato.
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CUBA: Combustível a partir do caldo
da cana |
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HAVANA.- Cuba começou a elaborar álcool a partir
do caldo da cana-de-açúcar, uma grande novidade no país, que até
agora prioriza a produção do açúcar e deixa os resíduos finais para
fabricar álcool como um subproduto.
Com esse objetivo, a empresa Heriberto Duquese, da província de
Villa Clara, teve de realizar adaptações técnicas nos equipamentos
do engenho e da destilaria, aprovados com êxito na fase experimental.
Especialistas consideraram muito acertada essa diversificação. “O
álcool é o combustível do futuro, tendo em conta os altos preços
do petróleo, que também está em vias de se esgotar”, disse ao Terramérica
o economista Armando Nova.
Usado sozinho ou misturado à gasolina, esse derivado da cana-de-açúcar
é mais barato e menos contaminante do que outros combustíveis.
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HONDURAS: Soldados protejem florestas
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TEGUCIGALPA.- Cerca de dois mil soldados do
exército de Honduras protegem, há três meses, os principais pontos
de reservas ecológicas do país, para evitar o corte ilegal, desmantelar
serrarias clandestinas e iniciar um programa de reflorestamento.
O general Romeo Vasquez, comandante em chefe do Exército, deu a
informação ao Terramérica, explicando que, por mandato presidencial,
a proteção ambiental é um dos novos papéis dos soldados.
Neste ano, os militares participaram do combate a 258 incêndios
e fecharam 583 serrarias clandestinas. Em junho começarão o resflorestamento,
que incluirá “a plantação de cinco milhões de árvores no país”,
acrescentou Vasquez.
O presidente Manuel Zelaya Rosales anunciou, em meados de abril,
que será “implacável” com os depredadores da floresta, os quais
ameaçou trazer “presos com correntes” das zonas montanhosas afetadas
no interior do país.
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BRASIL: Proteção de nomes da fauna e
da flora |
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RIO DE JANEIRO.- Nos próximos dias, o Brasil
enviará aos escritórios estrangeiros de marcas e patentes uma lista
de nomes tradicionais de sua fauna e flora para impedir que sejam
registrados como marcas comerciais.
A iniciativa busca evitar a repetição do caso do cupuaçu (Theobroma
grandiflorum), fruta amazônica que a empresa japonesa Ashai Foods
converteu em uma marca, que foi anulada em 2004. Um estudo apontou
outros 84 nomes típicos do Brasil registrados em outros países.
É “um passo importante”, mas combater a biopirataria exige medidas
mais amplas, disse ao Terramérica Eugênio Pantoja, coordenador de
campanhas antipirataria da organização Amazonlink, que liderou a
ação do cupuaçu e capacita indígenas amazônicos contra a biopirataria.
O Grupo Interministerial de Propriedade Intelectual já aprovou 2.954
nomes, como açaí (euterpe oleracea), andiroba (Carapa guianensis
Aubl) e umbu (Spondia tuberosa).
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