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Ecobreves

 
 

COLÔMBIA: Café orgânico para o Japão

BOGOTÁ, 23 de outubro (Terramérica).- Desde fevereiro, os indígenas arhuacos de Serra Nevada de Santa Marta, na Colômbia, exportarão anualmente para o Japão 15 contêineres com 289 toneladas do café Tiwun, produzido por essa comunidade com métodos ambientalmente sustentáveis.

Francisco Zalabata, membro da Confederação Indígena Tayrona (CIT), disse ao Terramérica que a comercialização se dará mediante um convênio assinado no dia 19 de outubro por seu grupo, a prefeitura de Santa Marta e a Rede Comercial Comunitária.

Zalabata disse que o Tiwun é um café especial cultivado por cerca de 350 famílias indígenas com parâmetros de comércio justo e considerado um dos de melhor aroma, sabor e textura do mundo.

Segundo Zalabata, o objetivo da Rede, encarregada da comercialização do produto, é chegar ao cliente sem intermediários, para que os benefícios econômicos e da exportação cheguem diretamente aos produtores.

 
 

BRASIL: O sisal, substituto do amianto

SÃO PAULO, 23 de outubro (Terramérica).- Pesquisas da Universidade de Campina Grande, na Paraíba, exploram os potenciais usos do sisal (Agave sisalana) como substituto do amianto, que é cancerígeno e contaminante, na construção civil.

Essa planta, cultivada em terras semi-áridas do nordeste brasileiro, “tem baixo custo, é biodegradável, existe em abundância e é recurso renovável não-cancerígeno”, explicou ao Terramérica o coordenador da pesquisa, Antonio Farias Leal.

“Sua utilização ajudará no desenvolvimento social e econômico de regiões pobres do Brasil castigadas pela seca, onde nenhum outro cultivo perene resiste, salvo o de sisal, e onde cerca de um milhão de pessoas dependem dele para sobreviver”, ressaltou.

O Brasil é o maior produtor mundial de sisal, gerando cerca de 56% do total global.

 
 

ARGENTINA: Certificação para tijolos de plástico

BUENOS AIRES, 23 de outubro (Terramérica).- A Secretaria da Habitação da Argentina concedeu este mês um certificado de aptidão técnica para um protótipo de tijolo criado com embalagens de plástico moídas, para a construção de casas e edifícios de até dois andares.

“Isto permite acesso a fundos oficiais para moradias feitas com tijolo elaborado com resíduo de plástico”, explicou ao Terramérica Horacio Berretta, diretor do Centro Experimental de Habitação Econômica, na província de Córdoba.

Berretta admitiu que há diversas iniciativas para construir com materiais alternativos, mas alertou que nem todas conseguem o certificado. Este aval permitirá a fabricação em grande escala, começando com projetos-piloto em Buenos Aires e na província de Catamarca.

Segundo o profissional, os novos tijolos são mais leves do que os tradicionais, resistem melhor à água, ao barulho e ao fogo, recebem bem o reboque e são fáceis de manejar.

 
 

MÉXICO: Prêmio para a política de comunicação do Pnuma

MÉXICO, 23 de outubro (Terramérica).- O Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma) recebeu, no dia 16 deste mês, no México, o Caracol de Prata, destinados a iniciativas ibero-americanas em comunicação sobre assuntos de responsabilidade social.

“Este prêmio nos enche de alegria e anima muito, pois reconhece os esforços que fazemos na América Latina e no Caribe para conscientizar sobre problemas ambientais”, disse ao Terramérica Rody Oñate, oficial de Comunicação do Pnuma.

O prêmio, que desde 2000 é entregue a agências de publicidade, meios de comunicação e organizações sociais, foi entregue ao Pnuma por seu apoio a bibliotecas e viodetecas ambientais, festivais de cinema e de arte relacionados com a ecologia, bem como palestras para jornalistas.

Especial menção recebeu o patrocínio do Pnuma a serviços informativos como o Terramérica, uma publicação independente semanal sobre meio ambiente e desenvolvimento produzida pela agência de noticias Inter Press Service e impressa em mais de 20 jornais latino-americanos.

O Caracol de Prata foi criado pelo empresário mexicano Manuel Arango, e de seu júri participam especialistas de 11 países.

 
 

BRASIL: Demora na lei para conter eucalipto

RIO DE JANEIRO, 23 de outubro (Terramérica).- Muito mais do que os 45 dias previstos, está atrasada a votação de um projeto de lei que busca proibir a expansão de eucalipto no município de São Luiz do Paraitinga, a 170 quilômetros de São Paulo.

Foi o que disse ao Terramérica Marcelo Toledo, funcionário do Poder Judiciário e incentivador da iniciativa. O monocultivo de eucalipto para a indústria de celulose já ocupa “mais de 10%” do território municipal, de 73,7 mil hectares, provocando êxodo rural, contaminações e destruição de monumentos históricos, acrescentou.

O projeto foi apresentado no dia 22 de agosto com 540 assinaturas, superando 5% do eleitorado local, mínimo requerido pela Constituição, mas ainda falta ser votado.

Com 10,8 mil habitantes, a cidade vive do turismo e da pequena agricultura.

 
 

GUATEMALA: Proibição sobre a tartaruga baule

GUATEMALA, 23 de outubro (Terramérica).- Desde o dia 15 de outubro, e até 15 de abril de 2007, vigora uma proibição de coleta e comercialização de ovos da tartaruga baule (Dermochelys coriacea), imposta pelo governamental Conselho Nacional de Áreas Protegidas (Conap) da Guatemala.

Há dez anos, havia cerca de 50 mil fêmeas dessa espécie marinha, mas “agora são apenas algumas centenas e calcula-se que de cada mil tartarugas nascidas apenas uma chega à idade adulta”, explicou ao Terramérica Evelyn Picón, porta-voz do Conap.

A proibição vigora em todo o litoral do Pacífico guatemalteco, enquanto a comercialização inclui todo o país. O descumprimento é punido com prisão entre cinco e dez anos e multa de até US$ 2,7 mil.

A única exceção é a coleta de ovos para fins de conservação da espécie.

 
 

HONDURAS: Represa El Tigre perde apoio

TEGUCIGALPA, 23 de outubro (Terramérica).- O parlamento de Honduras decidiu solicitar ao Poder Executivo que “detenha” a construção da represa hidrelétrica El Tigre, na fronteira entre Honduras e El Salvador, até que se resolva o conflito diplomático entre os dois países.

A obra, de US$ 1,5 milhão, perdeu aliados importantes por causa da escaramuça desatada por El Salvador, que reclama a posse da “ilhota do Coelho”, no Pacífico, que, segundo sentença internacional, pertence ao Estado hondurenho.

“El Salvador pôs em risco a construção de uma represa que vai beneficiá-lo muito, porque está ficando sem energia. Agora, o governo deve rever sua estratégia”, disse ao Terramérica o presidente dos industriais, Adolfo Facussé.

Se for construída, a represa abastecerá de energia 70% do território salvadorenho.



* Fonte: Inter Press Service.

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